3 desafios na “Software Factory” da WeDo

O CEO da empresa, Rui Paiva reconhece como principais desafios, a deslocalização de equipas em diferentes fusos horários, as diferenças culturais, os cuidados necessários com a segurança de dados.

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Rui Paiva, CEO da WeDo

A WeDo Technologies inaugurou as novas instalações da sua “Software Factory” na semana passada , já com 63 pessoas a trabalhar, cinco das quais enquadradas no programa Qualifica IT. O CEO da empresa, Rui Paiva, partilhou com o Computerworld os principais desafios que antevê para o desenvolvimento daquela operação.

Com uma área de 500 metros, a unidade recebeu um investimento de meio milhão de euros. Como centro de desenvolvimento ela produz software de gestão de fraude e “revenue assurance” actualmente implementado em mais de 170 clientes,na Rússia, Austrália ou EUA.

Para responsável o investimento em Braga justifica-se, dado o potencial existente no ambiente empresarial tecnológico da cidade, onde a empresa tem uma rede de parceiros que a apoia, entre os quais a Câmara Municipal de Braga, a InvestBraga e a Universidade do Minho. Actualmente a empresa tem no total, 600 trabalhadores de 20 nacionalidades.

CW ‒ No período de um ano, a equipa da “Software Factory” deverá para quantas pessoas ?

Rui Paiva ‒ As novas instalações da “Software Factory”, com mais 500 metros, permitir-nos-á reforçar equipa à medida das nossas necessidades. O nosso objectivo é continuar a crescer e isso implica, obviamente, o reforço das nossas equipas e não só em Braga, mas onde identificarmos necessidades.

CW ‒ Ao abrigo do programa Qualifica IT, pretendem fazer a requalificação de mais quantos colaboradores?

RP ‒ Temos uma excelente relação com a Universidade do Minho e, para já, contratámos cinco colaboradores ao abrigo do programa Qualifica IT e estamos bastante satisfeitos com o resultado. No entanto, para já, não temos números pré-definidos.

Vamos continuar a apostar em procurar os melhores talentos, que reúnam competências técnicas e que se enquadrem na nossa cultura WeDo.

CW ‒ Quais são os principais desafios que antevê ou espera enfrentar nesta operação de nearshoring?

RP ‒ Em primeiro lugar, a deslocalização das equipas, muitas a trabalhar em fusos horários distintos, representará um desafio ao nível das metodologias e organização do trabalho. Também as diferenças culturais e de idioma, especialmente no que diz respeito à linguagem e terminologia muito técnica, exige cuidados redobrados da nossa equipa.

Por fim, há todo um conjunto de questões de segurança no acesso e tratamento de dados sensíveis, que temos de considerar.




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