UE vai investir 450 milhões para a cibersegurança

A Comissão Europeia estabeleceu um acordo com o sector das TIC visando e quer facilitar a expansão das PME do segmento no espaço comunitário.

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Andrus Ansip, vice-presidente da Comissão Europeia

Uma nova parceria público-privada deverá movimentar 1,8 mil milhões de euros de investimento até 2020, em investigação e inovação na área da cibersegurança, anunciou a Comissão Europeia esta quarta-feira. O acordo estabelecido com o sector das TIC europeu, através da European Cyber Security Organisation (ECSO), implica um investimento de 450 milhões de euros pela União Europeia, disponibilizados com o programa Horizonte 2020.

É a primeira parceria de um plano de acção hoje apresentado. O objectivo da parceria, segundo um comunicado, é promover a cooperação nas fases iniciais do processo de investigação e inovação, focadas em soluções de cibersegurança para os principais  sectores.

“Sem confiança e sem segurança, não pode haver Mercado Único Digital. A Europa tem de estar preparada para enfrentar ciberameaças que são cada vez mais sofisticadas e que não conhecem fronteiras. Propomos hoje medidas concretas para reforçar a resiliência da Europa contra esse tipo de ataques e assegurar a capacidade necessária para a construção e expansão da nossa economia digital”, comentou Andrus Ansip, vice-presidente responsável pelo Mercado Único Digital.

A Comissão espera que os privados invistam três vezes mais no quadro da parceria, em que deverão participar administrações públicas nacionais, regionais e locais, centros de investigação e universidades. A iniciativa deverá estar operacional até o terceiro trimestre de 2016 e começará a aceitar propostas no início do próximo ano.

O organismo comunitário quer ainda implantar várias medidas para combater a fragmentação do mercado da cibersegurança da UE. O conjunto poderá incluir um quadro europeu de certificação para produtos de cibersegurança, mas este ainda vai ser estudado.

Ao oferecer o mais alto grau de cibersegurança, o organismo comunitário espera desenvolver uma forte vantagem competitiva para a União Europeia.

Trata-se de evitar que por exemplo, uma empresa de TIC tenha de submeter diferentes processos de certificação para entrar em mercados de vários Estados-Membros. A iniciativa favorece sobretudo as PME de cibersegurança a quem a Comissão quer facilitar também o acesso ao financiamento, prometendo estudar diferentes opções no âmbito do Plano de Investimento da UE.

Ao desenvolver o segmento na Europa, o organismo comunitário espera poder oferecer o mais alto grau de cibersegurança, o que poderá tornar-se uma forte vantagem competitiva, do seu ponto de vista. Na próxima quarta-feira a Comissão espera que o Parlamento Europeu aprove a Directiva Segurança das Redes e da Informação.

E “tendo em conta o ritmo acelerado da evolução do panorama da cibersegurança, a Comissão apresentará também a sua avaliação sobre a Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA).

Esta avaliação servirá para aferir se o mandato e as capacidades da o organismo continuam a ser adequadas para a missão de apoio aos Estados-Membros.

*Com IDG  News Service 




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