Equilibrar a segurança com a eficiência é o desafio do CIO

Assegurar a produtividade é um dever, mas nunca à custa da segurança, recorda João Dessa, director de vendas B2B, da Toshiba Portugal.

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João Dessa, director de vendas da Toshiba Portugal

Com a tecnologia firmemente instalada como guia da eficiência no mundo dos negócios, não é surpresa que os CIOs estejam cada vez mais a ser responsáveis pela criação de receita. Mas a par desta responsabilidade surgem muitos desafios para garantir que a tecnologia não só aumente a produtividade, mas que o faça com elevada segurança, assegurando que a empresa não fica vulnerável às ameaças: que passam por piratear dados até aos programas maliciosos (malware).

Os CIOs estão a gerir um conjunto cada vez maior e mais diversificado de dispositivos, plataformas, aplicações e redes, e com isso a ameaça à segurança é crescente – especialmente hoje em dia, com o rápido avanço tecnológico. Face a estes desafios, os CIOs precisam de estar seguros que a sua tecnologia oferece tanto funcionalidade como segurança.

E quais são as vulnerabilidades latentes para as médias empresas e grandes organizações? E o que deverão os CIO fazer para aceder ao melhor dos dois mundos – produtividade sem limites com ameaças mínimas de segurança?

A abordagem combinada de software e ferramentas de gestão baseadas na cloud, a par de hardware versátil, focado no negócio, pode constituir a espinha dorsal de uma infraestrutura de TI forte para abordar este equilíbrio.

De acordo com a Gartner, o gasto global em segurança em TI atingiu os 75 mil milhões de
dólares em 2015, com o mercado preparado para duplicar esse valor para 170 mil milhões
até 2020, de acordo com a SSP Blue (Forbes, 20 de Dezembro de 2015). Este aumento só vem demonstrar as preocupações
que os CIOs têm à sua volta.

Consequentemente, os investimentos têm que ser inteligentes, ponderados, e, tanto quanto possível, devem constituir a mistura perfeita de segurança e funcionalidade. Esta abordagem, complementada com a formação dos colaboradores e proporcionando ao departamento de TI os instrumentos de MDM (Mobile Device Management), pode ajudar as empresas a colmatar qualquer potencial falha de segurança, mantendo o máximo de produtividade em toda a força de trabalho e a um nível escalável.

Dispositivos como primeira linha de defesa

O primeiro passo é escolher o hardware adequado, que deve atuar como forte barreira inicial de segurança logo desde o colaborador. A mobilidade é uma função fundamental para todas as empresas hoje em dia, e os utilizadores têm mais opções que nunca, desde os laptops e híbridos aos smartwatches e tablets.

Mas com esses utilizadores a serem frequentemente o elo mais fraco da cadeia de segurança, é importante implementar os dispositivos que tenham segurança incorporada, assim como a gestão remota eficaz para os CIOs e suas equipas de TI.

Com tais funcionalidades, os CIO podem estar confiantes que têm instalada uma forte
barreira inicial. Ao nível do colaborador, e visto que a invasão dos sites é mais comum pela
facilidade de acesso aos códigos de segurança, formar os colaboradores é um aspeto
importante da estratégia.

Gestão remota da segurança

Os dispositivos devem alinhar os seus fortes recursos de segurança com os recursos projetados para apoiar as empresas também a partir de uma perspetiva de produtividade – o que significa que tudo, desde a construção externa, às portas do processador e conectividade internas, são criados para garantir que os colaboradores cada vez mais móveis de hoje, podem executar as suas tarefas com a máxima eficiência onde quer que se encontrem. Esses dispositivos têm capacidade para executar várias aplicações de negócio em simultâneo, tornando as aplicações corporativas numa ferramenta de negócio cada vez mais vantajosa.

No entanto, essa popularidade tem potenciais novas ameaças à segurança. Prevê-se que a procura de serviços de desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis cresça até 2018, pelo menos cinco vezes mais depressa do que a capacidade dos departamentos de TI “para os libertar, de forma que os CIOs têm que abordar a potencial utilização indevida resultante da procura de aplicações mais fáceis de usar por parte dos colaboradores, em detrimento dos mais seguros” (Gartner, Dezembro 2015).

 

Uma abordagem equilibrada

Não há dúvidas que o trabalho de um CIO é muito mais difícil do que há cinco anos. A
violação de dados pode causar prejuízos financeiros e reputacionais substanciais para uma
empresa, que podem levar meses ou anos a reparar. E com cada vez mais tecnologia e
mais dados armazenados e disponíveis ao alcance dos colaboradores, o dispositivo de
gestão – tanto do lado do utilizador final como do ponto de vista do departamento de TI –
tornou-se a chave para os CIOs na implementação de um projeto de transformação digital
bem-sucedida. Com os dispositivos certos, as empresas podem reunir tudo num ambiente
seguro, sem afetar a produtividade dos colaboradores.




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