CGI tem 90 vagas de emprego

A operação portuguesa da organização facturou perto de 82,8 milhões de euros e está focada no outsourcing, para a abordagem à transformação das empresas com base em sistemas de informação.

José Carlos Gonçalves_CGI

José Carlos Gonçalves, vice-presidente sénior da CGI para o Sul da Europa e Brasil

A CGI atingiu um volume de negócios de 138 milhões de euros em 2015 e à escala ibérica, 60% dos quais realizados pela operação portuguesa, avançou esta quarta-feira José Carlos Gonçalves, vice-presidente sénior da CGI, para o Sul da Europa e Brasil.

Perto de 70% dos 82,8 milhões (60% da facturação) são referentes ao negócio de outsourcing, onde evoluem dois centros de entrega de serviço, localizados no Porto e em Lisboa. Para estas unidades, o responsável diz que a empresa tem actualmente 90 posições em aberto.

Como não podia deixar de ser, a CGI tem a transformação digital bem incutida no seu discurso e abordagem aos clientes. E o outsourcing transformacional é um dos factores de diferenciação para a sua proposta de valor.

Com a oferta a empresa estima conseguir libertar 15% a 25% do orçamento de TI, aprisionado nas obrigações de manter os sistemas de informação a funcionar. O suficiente para pelo menos dar os primeiros passos nos projectos de TI transformacionais.

Desafiado a explicar os aspectos mais novos desta vaga de evolução das organizações à escala mundial, José Carlos Gonçalves não hesita em apontar a rigidez dos departamentos de TI, na resposta aos anseios das unidades negócio, com foco de problemas. Mas com a agravante de actualmente os efeitos tenderem a ser mais nocivos, dada a maior velocidade como os mercados evoluem e as vantagens competitivas se esfumam.

Às equipas de TI exige-se maior agilidade e capacidade de adaptação para suportar os projectos das unidades de negócio para oferecer sobretudo uma experiência de cliente renovada e satisfatória. O responsável não acredita muito em operações de TI a duas velocidades, uma mais focada na inovação e outra mais estável.

Os perfis profissionais necessários não serão os mesmos e “as pessoas não estão preparadas para as novas profissões”, avisa José Carlos Gonçalves.

Prefere uma arquitectura mais integrada, mas  nota nos clientes o regresso das “ilhas“ de TI, com equipas a trabalharem, se não junto das unidades de negócio, pelo menos focadas nos objectivos das mesmas.

No entendimento do responsável a transformação pressupõe alterações profundas no efectivo de recursos humanos. As disrupções em perspectiva deverão alterar muito os processos de trabalho e vão levar a processos de trabalho muito diferentes.

Os perfis profissionais necessários não serão os mesmos e “as pessoas não estão preparadas para as novas profissões”, avisa. As várias pressões do mercado (por exemplo, a consumerização) estão a exigir também o re-centramento das TI de uma empresa: os sistemas desenvolvidos em torno de produtos, têm de colocar o cliente no seu foco de atenção, no espírito da transformação digital.

Um inquérito sobre transformação digital realizado pela CGI à escala mundial, Voice of Our Clients: The Global 1000″, abordou cerca de 1000 responsáveis, incluindo CIO mas também líderes de negócio. As respostas revelam um quadro em que as empresas, de relação mais intensiva com os consumidores, são as mais pressionadas pelo negócio e dinâmicas no processo de renovação.

Em Portugal, José Carlos Gonçalves, nota que os bancos e as telcos são as mais avançadas, e situa-as sobretudo no estádio de inicialização de projectos. “As outras estão mais atrás”, ilustra. Mas à escala mundial, um grupo relevante perto de 40%, já avançou para implantações mais efectivas, em comparação com a situação observada no ano passado.

Concentração no Brasil

Nos últimos seis meses a CGI saiu dos mercados da América Latina onde ainda mantinha operações, como por exemplo no Peru, Chile e Colômbia, e concentra-se no Brasil, com um efectivo de 600 pessoas.

Segundo José Carlos Gonçalves, o principal foco da empresa está na banca e nas utilities, tentando aproveitar um mercado com “enorme” potencial que materializará mais, se houver “maior abertura”, do país.


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