Carteira Electrónica da Saúde terá versão beta em Julho

A produção da Carteira Electrónica da Saúde (CeS), prevista para Junho atrasou -se, mas já foram apresentadas as suas funcionalidades na Lisbon eHealth Summer Week.

CeS_SPMSA possibilidade de ter dados e informações relevantes sobre a saúde do utilizador numa só aplicação móvel, mesmo offline, é o propósito da Carteira Electrónica da Saúde (CeS), apresentada, ontem, durante as jornadas Lisbon eHealth Summer Week, que decorrem até 1 de Julho, na FIL.

Face ao plano inicial da produção da app, o seu lançamento está atrasado. Mas no final de Julho deverá surgir uma versão beta, para consulta.

No evento foi possível aceder a uma pequena amostra da sua estrutura e funcionalidades. Com base em tecnologia open source, a CeS foi concebida para ser um ponto de ancoragem, a partir do qual o utente do Sistema Nacional de Saúde passe a familiarizar-se e a utilizar os novos canais de interacção digital disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

É mais um passo na consecução dos planos de eGovernment , previstos no programa Simplex. Neste sentido, a interface de utilizador amigável, e a simplicidade no manuseamento dos cartões da Wallet da Apple, são a fonte de inspiração para que, como explicou o programador Tomé Verdasca, da SPMS, o utilizador português possa organizar vários processos e informação: transacções, interacções com o SNS, registos médicos e clínicos até os seus sinais vitais (através de sensores), informação passível de ser arquivada, actualizada e verificada.

A ideia é que o utente tenha sempre à mão os seus dados de saúde, no smartphone, mesmo quando o sistema se encontra indisponível. Os cartões da CeS estão integrados na plataforma “My SNS”, a qual faz a ponte entre o utente e os diferentes canais do SNS, desde as aplicações eMed.pt, TE.M.S ou Dador.pt, entre outras, aos portais do sistema..

O registo da app é feito através da chave móvel digital disponibilizada pela Agência para a Modernização de Administrativa (AMA).

Está previsto que a CeS seja disponibilizada através da Apple Store, Windows Store e Google Play. O registo posterior é feito através da chave móvel digital fornecida pela Agência para a Modernização de Administrativa (AMA) e portanto apenas será funcional após a validação e certificação da SPMS.

Sobre o atraso da CeS, Henrique Martins, presidente da Serviços Partilhados do Ministérios da Saúde (SPMS) referiu que foi necessário fazer escolhas de produção entre o site do “My SNS” e a carteira. “É necessário induzir as pessoas a entenderem que a imagem unitária das apps é importante, para não estarem carregadas de apps”, justifica.

Por outro lado a SPMS entende que “o valor concreto é materializado a partir de uma app transaccional, como a CeS, utilizada pelas pessoas no seu smartphone”, sublinha, e isso levou à decisão de um lançamento quase em paralelo.

Questões de RH e percepção pública justificam atraso

Henrique Martins referiu questões de contratação de recursos humanos como um dos factores de atraso, tendo em conta que para as soluções de mobilidade da SPMS não existem parceiros, com excepção da Pro-site que trabalhou na app “Tempos de espera”. Contudo, a entidade pública poderá “accionar uma operação de out-tasking no âmbito de acordos-quadro que a SPMS mantém com algumas empresas”, mas nunca num modelo de fornecimento chave na mão.

Esta opção, explica, está ligada à vontade de reter o conhecimento e também a questões de direito de propriedade. Interessa à SPMS, “a percepção pública de que os projectos realizados pelo Ministério da Saúde façam parte de uma marca, como o Portal do Utente e o Portal do SNS, algo que, no caso de dados sobre saúde, é muito relevante”.

 

Elena Fernandes




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