Europa tende a liderar em normas de cibersegurança

Mas o mercado europeu continua a ser um alvo apetecível, devido ao elevado número de conexões informáticas.

Twitter na Europa - Washington PostUm estudo da ABI Research aponta que a Europa está a transformar-se no líder mundial na aplicação de normativas de cibersegurança. A União Europeia (UE) e os países ligados ao Conselho da Europa e ao espaço económico europeu estão a implementar com êxito instrumentos jurídicos no âmbito do cibercrime e cibersegurança.

A legislação de protecção de infra-estruturas críticas da UE, prestes a ser publicada, vai representar um gasto de 35 mil milhões de euros em cibersegurança até 2021, de acordo com as previsões de ABI Research.

A nova directiva da União sobre a informação e redes de segurança (NIS) exige que as operadoras de infra-estruturas críticas (nas quais estão incluídos sectores como o da agricultura, energia, transportes, produtos farmacêuticos, água e gestão de resíduos) salvaguardem directrizes de segurança informática e destinem fundos para a protecção da sua infra-estrutura. As empresas que não cumprirem serão penalizadas financeiramente.

“A Europa continua a ser um objectivo apetecível para o cibercrime uma vez que é uma região rica e com elevado grau de conexões informáticas”, explica Michela Menting, directora de investigação de ABI Research. “A nova directiva da União vai obrigar as operadoras a lidar com as questões de segurança cibernética especialmente em meios industriais, o que representa um passo enorme para muitas organizações”, acrescenta.

O Reino Unido é o maior investidor em segurança informática, no entanto a Noruega é o país melhor preparado. Quanto aos principais intervenientes no mercado os desafios mais fundamentais tendem a ser os custos e os problemas de execução. O sector de TI não conta com muitos profissionais especializados em cibersegurança e a opção passará por contratar serviços ou especialistas externos.




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