CFO mais disponíveis para investir do que CIO pensam

Os CFO bem informados podem ser os melhores parceiros dos CIO, diz a Deloitte.

cfo_cio_morguefilePerguntando-se a um CIO o que pensa do CFO da sua empresa, talvez se obtenha como resposta que o segundo concentra o seu tempo quase só a projectos e orçamentos. E que ele não percebe, nem tem interesse, nas TIC.

No entanto, um estudo da Deloitte revela que os CFO estão a levantar questões incisivas sobre tecnologia. Querem saber como manter uma infra-estrutura estável, capaz de ajudar as suas organizações as crescerem e a obterem vantagens competitivas.

Com a tecnologia a desempenhar um papel maior na criação de valor para a empresa e no desenvolvimento dessas vantagens, é mais importante do que nunca que CFO e CIO colaborem estreita e eficazmente. “Os CIO estão a tentar aprender e perceber o que é preciso saber para garantir que as empresas estejam a usar as plataformas certas para apoiar as suas iniciativas de crescimento”, diz Ajit Kambil, director-global de pesquisa do programa de CFO da Deloitte.

A realidade contraria queixas comuns dos CIO que participam em painéis e e conferências da CIO.com, do Wall Street Journal, Forbes e, mais recentemente, do Sloan CIO Symposium, do MIT. A maioria dos CIO concorda que o CFO já não vê o departamento de TI como um centro de custo.

Mas também não espera que os CFO se importem ou entendam de Hadoop, blockchain ou IoT. Na prática, ainda existe uma lacuna de comunicação entre CIO e CFO, que resulta quase sempre em disputas sem resultados, diz Khalid Kark, líder de investigação do programa para CIO, da Deloitte Consulting.

Muitos CEO estão a impulsionar transformações e não podem estar à espera que os executivos deixem as suas diferenças de lado, para avançar.

CIO e CFO que estejam interessados em melhorar o seu relacionamento profissional precisam de agir rapidamente. Muitos CEO estão a impulsionar transformações e não podem estar à espera que os executivos deixem as suas diferenças de lado, para avançar.

A Deloitte constatou que menos de um terço dos CIO e CFO entrevistados acreditam ter uma forte parceria, caracterizada pela compreensão mútua. Como resolver a incompreensão mútua que reina?

Para começar, a consultora recomenda que ambos estejam concentrados em objectivos comuns, que muitas vezes incluem garantir que as operações de negócios estão a funcionar de forma eficiente e eficaz, ajudando a moldar a estratégia para o crescimento e estabilidade futura.

Muitas vezes, os CIO tendem a ser grandes geradores de ideias, focados em inovações e em manter conexões. Bastantes CFO, entretanto, tendem a ser mais metódicos, minuciosos e avessos ao risco, profissionais que valorizam a comunicação directa e centrados nos resultados.

Assim é um desafio para um CIO orientado para a inovação lidar com um CFO com aversão ao risco. Por isso, CFO e CIO devem identificar as suas diferenças logo no início e ajustar os seus estilos de comunicação para reforçar a sua parceria.

É necessário explicar a tecnologia e o impacto nos processos

Uma vez resolvido o problema de comunicação, Kambil aconselha os CIO a trabalharem para explicar melhor o valor das tecnologias aos seus CFO. “Os CIO podem ajudar os CFO a perceberem como está a evoluir a tecnologia e os sistemas nos quais estão a investir”, diz Kambil.

Da mesma forma, os CFO podem ajudar os CIO a identificarem os principais impactos dessas tecnologias nos processos de negócios. CFO bem informados podem ser os melhores parceiros para os CIO, em conversas com os CEO e conselhos de empresas.

A forte parceria entre CFO e CIO pode melhorar a capacidade da empresa para equilibrar o investimento de TI, com os planos estratégicos de crescimento e desempenho dos negócios, e satisfazer ou até mesmo impressionar o CEO – algo para o qual o CFO e CIO tanto se esforçam.




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