Combinação com o Cortana justifica compra da LinkedIn

Estratégia da Microsoft prevê que membros da rede social conectem todas as suas aplicações de produtividade, e com sincronização automática de informações, entre o componentes do Office.

slide_image_1-cortana-assistant-100279927-origNunca antes na sua história, a Microsoft desembolsou uma quantia tão elevada por uma empresa. Na última segunda-feira, o fabricante do Windows revelou ser capaz de pagar 26 mil milhões de euros pela LinkedIn.

Uma das principais razão será o objectivo de fortalecer e aproveitar o potencial do assistente virtual Cortana, munido com interconexões mais estreitas com a rede social.  A aquisição deve consolidar intensivamente as ferramentas de produtividade da Micrososft. Além disso, traz a possibilidade de adicionar mais inteligência aos processos empresariais.

Num cenário em que um vendedor precisa de conhecer os clientes antes de uma iniciativa de vendas, o processo de identificação/mapeamento do perfil dos interlocutores acaba por representar um esforço considerável. Por que, então, não delegar a tarefa num ajudante?

É neste ponto que entra em cena o assistente virtual. Na actualidade, o Cortana é capaz de oferecer informações básicas. Mas ao integrar a ferramenta com a base de dados da rede social empresarial garante-se um poder suplementar associado a rotinas comerciais de praticamente toda a organização.

O futuro digital previsto pela Microsoft sugere que o assistente será capaz de trazer mais valias no aprofundamento das relações empresariais, ao disponibilizar informações poderosas que sedimentem conexões entre executivos. A estratégia do fabricante  prevê que membros da rede social conectem todos as suas aplicações de produtividade e com sincronização automática de informações entre as aplicações do Office.

Se ao Office Graph for adicionado  um conjunto mais amplo de dados, é possível alimentar as ferramentas de inteligência e de aprendizagem de máquina.

Com um volume mais robusto de dados o contexto aponta para um acrescido poder de influência. É só ter em conta que o LinkedIn agrupa dados profissionais de mais de 400 milhões de pessoas, muitas delas executivos com poder de compra e influência.

A Microsoft já conhece as agendas, os horários das reuniões, quem trabalha com quem e algumas das competências dos seus utilizadores clientes, através do Outlook, do Dynamics CRM e do Delve. Esse conjunto de ferramentas forma o Office Graph. Se a tudo isso for somado um conjunto mais amplo de dados, é possível alimentar as ferramentas de inteligência e de aprendizagem de máquina.

“Ao conectar esses dois mundos a magia acontece”, declarou Satya Nadella, CEO da Microsoft.​




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