Implicações da “Panama Papers” para os escritórios de advocacia

Os prestadores de serviços jurídicos podem ser um factor de vulnerabilidades na cibersegurança dos clientes.

Michael-Wigley_Wingley Company

Michael Wigley, partner da Wigkley +Company

O enquadramento legal da actividade de uma empresa é um aspecto importante na abordagem multidisciplinar necessária na gestão dos riscos de cibersegurança de uma organização. A investigação “Panamá Papers” baseada em fugas de informação, da Mossack Fonseca, ilustra dois pontos essenciais de uma perspectiva legal, segundo Michael Wigley, partner da Wigkley +Company, firma de advocacia especializada em TIC.

O primeiro é “que os escritórios de advocacia da organização ‒ dos quais Mossack Fonseca é um exemplo, mas não é caso isolado ‒ pode ser um alvo mais fácil de atacar e em vez dos seus clientes”, diz em artigo de opinião na CIO Nova Zelândia. O problema, como aponta que, os advogados detém “as jóias da coroa” da informação valiosa.

“Porquê perder tempo a tentar quebrar a segurança de um organização quando os seu escritório de advocacia da tem a informação de forma a menos segura?”, ironiza Wigley. Na sua perspectiva, a investigação ilustrar isso muito bem, com o seu enorme alcance a atingir “centenas de milhares de clientes” do escritório de advocacia.

Wigley alerta ainda que no mês passado, por exemplo, grandes escritórios de advocacia comercial de Nova Iorque, Cravaths e Weil Gotschal, também revelaram casos de intrusão. “Eles lidam com algumas das maiores operações de fusão e aquisição dos Estados Unidos, litígios, entre outros casos”, lembra.

O segundo ponto que a “Panama Papers” faz sobressair é o facto de muitos países colocarem deveres legais sobre as organizações, como terceiras partes, detentoras de informação. “A organização não pode confiar apenas na terceira parte (como os escritórios de advocacia) para ter a certeza de que aquela toma as medidas certas”, avisa.




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