Quatro linhas de valor nas IoT

Além do potencial de ligar milhões de dispositivos, haverá ortunidades interessantes a aproveitar na convergência da TI com as tecnologias de operações.

António Feijão, Cisco

António Feijão, líder de negócio da Cisco para IoT

Haverá quatro linhas principais de onde se poderá extrair valor com a implantação de redes de IoT referiu António Feijão, a terminar as sessões da manhã do Cisco Innovation Day. Um deles, diz o responsável de negócio em IoT do fabricante em Portugal, será a hiperconectividade das organizações, assente na convergência entre as TI e as tecnologias de operações, referindo-se a estudo da McKinsey.

Existe também um enorme potencial no aproveitamento de dados para a optimização de processos e previsão de cenários operacionais, com benefícios na antecipação de necessidades. Menos de 1% dos dados estão a ser usados para isso, afirmou citando a consultora.

Mas referindo-se ao mesmo trabalho, António Feijão destacou que será necessária a interoperacionalidade entre sistemas antes isolados para proporcionar 40% do valor previsto. Ao mesmo tempo que constitui área de oportunidade de negócio, será fonte de valor, por exemplo para oferecer serviços mais sofisticados.

Além disso, há os benefícios esperados da interligação de inúmeros dispositivos inteligentes, 50 mil milhões até 2020. No entanto, o responsável da Cisco assumiu que haverá vários desafios.

Conjugar tecnologias com diferentes necessidades não será fácil, por exemplo. E a agregação centralizada dos dados também não, sendo até necessário pensar-se em arquitecturas diferentes, processamento mais distribuídos.

Cisco recomenda que parceiros criem a sua própria comunidade de fornecedores de sensores.

Ter uma redes de IoT exigirá também ferramentas para gerir com eficácia grande número de dispositivos interligados. Impõe-se implantar políticas de qualidade de serviços, de segurança de automação, mas também aquelas para suportar a monetização ou rentabilização de serviços.

Outro desafio será criar mecanismos de cobrança com contratos ajustáveis.  António Feijão recordou ainda que a Ciscos não está presente no segmento das aplicações nem naquele dos sensores. E se a primeira situação representa uma área de oportunidade de negócio para os parceiros, a segunda obriga-os a criar a sua própria de comunidade de fornecedores – como recomendou o executivo em declarações para o Computerworld.

Tecnologia LoRa promete, segundo a Cisco

Num âmbito tecnológico, e de acordo com o responsável, a estratégia da Cisco assenta numa matriz onde pontificam tecnologias de várias empresas que o fabricante adquiriu adquiridas nos últimos anos.

António Feijão destacou, por exemplo, a Parstream que desenvolveu uma base de dados optimizada para IoT e gestão de dados em fluxo. Proporciona mecanismos de indexação diferenciadores e está prepara para uma arquitectura distribuída, garantiu

Faz parte da oferta FOG, uma linha e  arquitectura de tecnologia e serviços destinada a necessidades de computação distribuída e no extremo das redes.

O executivo chamou a atenção para a emergência da tecnologia de conectividade sem fios, LoRa, que parece merecer a confiança do fabricante. Funciona na banda dos 860 Mhz  e prima pelas caoacidades na cobertura de amplas áreas, assinalou, tendo impacto mais económico nas baterias.

No campo da automação e gestão, o executivo destacou o potencial da tecnologia herdada da Jasper, para fins de manutenção preditiva e assim capaz de suportar a disponibilização de hardware com um serviço.

Além do conhecido contributo de tecnologia de cloud computing, com a Metacloud, António Feijão destacou a importância da criação de camada de abstracção para os dados recolhidos. Tecnologia originária da Composite, serve este propósito, útil para capacitar o desenvolvimento aplicacional.

Matriz da Cisco para IoT


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