Iot pode revitalizar Europa como potência tecnológica

Peso das empresas europeias no conjunto das cem mais importantes decresceu em 2015, segundo A.T. Kearney.

IoT_atUm estudo realizado pela A.T. Kearney revela que há apenas oito empresas europeias no grupo das cem mais destacadas à escala mundial em tecnologia de vanguarda, e que o número continua a decrescer. Apesar disso “aquelas que existem reforçaram a sua posição”, explica Axel Freyberg, analista líder da A.T. Kearney, focado em comunicações e tecnologia na Europa, Oriente Medio e África.

As organizações europeias, avança a consultora, geravam, em 2013, 9% das receitas das 100. Mas em 2015, a percentagem desceu para os 7,8%, após a Microsoft ter adquirido o negócio de dispositivos móveis da Nokia, numa etapa que coincidiu com a consolidação da presença de empresas europeias em áreas chave, através de fusões e aquisições.

Os especialistas da A. T. Kearney referem-se por exemplo, à fusão da Alcatel-Lucent e da Nokia, um negócio que “criou um novo líder europeu no sector de equipamentos e serviços de comunicação”. A operação permitiu ao velho continente continuar a dominar o segmento, ao garantir uma quota de 35 a 40 % das receitas, considerando as dez primeiras empresas do segmento.

Outro dos casos destacados é o do sector dos semiconductores, uma área na qual a Europa tem vindo a melhorar com a aquisição da US-Freescale por parte da NXP, o que colocou esta última empresa na lista das dez primeiras do sector em 2015.

Para Javier Navarro, responsável da A. T. Kearney Ibéria, a Europa precisa de apostar em “produtos inovadores” e em “vantagens competitivas”. E identifica a IoT como uma oportunidade para a recuperação da presença europeia no grupo das 100.

O estudo prevê que a IoT represente a criação de um mercado de soluções de 80 mil milhões de euros, só na Europa.

Isso deverá “potenciar mais ainda o sector da alta tecnologia, desde que haja condições adequadas”. O estudo prevê que a IoT represente a criação de um mercado de soluções de 80 mil milhões de euros, só na Europa, que vai beneficiar, entre muitos outros, integradores de sistemas, integradores de serviços e plataformas, distribuidores de sistemas e software.

Apesar das dificuldades no sector de componentes, a Europa possui muitas qualidades para transformar-se num líder em IoT. O potencial que manifesta em mercados verticais chave (como o da saúde, da automação ou produtos industriais), os novos fornecedores de soluções para IoT (por exemplo a ARM no desenho de chipsets), a capacidade de criação inovadora (tendo como exemplos, o Riot OS, Arduino, Raspberry Pi) e líderes mundiais em equipamentos e serviços de comunicação (como Ericsson e Nokia) são alguns dos exemplos do que pode conduzir a tecnologia de vanguarda europeia até à liderança mundial.

“Com as medidas certas, o panorama da tecnologia de vanguarda pode ser outro em 2025, mas é necessário começar agora”, afirma Javier Navarro.




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