Cilnet com volume de negócios de 14,9 milhões de euros

O fornecedor de serviços de TIC prepara uma parceria com a Apple e redefiniu a aposta em Angola: 95% da sua facturação realizou-se em Portugal.

João Martins_director-geral da Cilnet

João Martins, director-geral da Cilnet

A Cilnet cresceu 30% em volume de negócios, durante 2015, atingindo uma facturação de 14,9 milhões de euros, revelou o director-geral da empresa João Martins, esta quinta-feira. Com particular entusiasmo o responsável avançou que a empresa vai tornar-se parceiro da Apple, para o mercado empresarial.

O prestador de serviços está já certificado para ser revendedor do fabricante após cerca de três meses em negociações. A operação vai envolver a comercialização de tablets e smartphones, com “algum volume”.

Mas a aposta, segundo o executivo, serve a estratégia de serviços da Cilnet na medida em que a prepara para aproveitar a maior integração de tecnologias da Cisco, da qual é parceiro, com as plataformas da Apple. Os segmentos de sistemas de colaboração e convergência de comunicação, além dos de segurança deverão ser beneficiados, espera João Martins.

Com humildade, o responsável avançou ainda que redefiniu a aposta no mercado angolano, consequência do arrefecimento do mesmo. A equipa de sete pessoas deslocalizada regressou.

O desinvestimento foi decidido quando parceiros  tecnológicos como a EMC e a VMware deixaram de aceitar pagamentos em kwanzas. E o fornecedor de serviços optou por não correr os riscos inerentes às flutuações cambiais.

Distribuição da facturação por áreas de negócio

‒ centro de dados: 45%;
‒ sistemas de colaboração:25%;
‒ redes Wi-Fi: 11%,
‒  Segurança: 12%.

Aproveitando a parceria com a Easypeople (também accionista da Cilnet), sedeada em Angola, a Cilnet envia apoio técnico quando a operação mantida o exige, explica Martins. O negócio em Moçambique tem presença diferente (com três pessoas) não só pela evolução do mercado, mas também porque a empresa portuguesa mantém a autoridade fiscal moçambicana como cliente importante para a sua actividade.

Mesmo assim, isso não foi suficiente para a empresa alcançar uma facturação menos dependente do mercado nacional: 95% do volume de negócios foi realizado em Portugal. A internacionalização da actividade da empresa deverá fazer-se também por Espanha, em cujo mercado pretende fazer valer o estatuto de único parceiro da Ciso com certificação ATP para centros de contacto.

João Martins revela que há provas de conceito a decorrer em cliente daquele país em parceria com um operador, mas ainda nenhum está fechado. O crescimento obtido em 2015 foi alicerçado em novos projectos implantados em clientes de referência como o grupo Crédito Agrícola (linha directa da Caixa Central, CA Seguros, CA Vida e CA Serviços), a Universidade do Porto, assim como outros projectos nas áreas da banca, hotelaria, saúde e administração de portos.

João Martins destacou  ainda o projecto na IP Telecom, de virtualização de funções e de controlo de redes, para interligação dos três centros de dados da empresa, usando tecnologia ACI da Cisco.
Com 55 pessoas, a estrutura de recurso humanos da empresa cresceu desde 2014 cerca de 20%.

Chegar aos 17 milhões em 2016

Além de investir no mercado espanhol, a Cilnet quera explorar apostas feitas com a criação da Unidade de Negócio de Infraestruturas, e um o reforço em serviços geridos e novas competências adicionadas ao Network Operation Center (NOC) e criou também uma nova área,
Security Operation Center (SOC).

Na primeira, a empresa espera beneficiar de novas parcerias com a Panduit, para soluções de cablagem e com Schneider Electric para a gestão de sistemas passivos de energia. Os serviços geridos envolvem assumir a responsabilidade de gestão das TI dos clientes.

A empresa criou ainda um departamento de desenvolvimento de aplicações, apostando na customização de soluções como elemento de diferenciação da oferta. Tentar manter um crescimento entre os “10% e 15%” para chegar aos 17 milhões de euros em facturação, perspectiva “conservadora”, é o objectivo definido para 2016, pela equipa liderada por João Martins.




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