Projecto de rede eléctrica inteligente no Parque das Nações

A iniciativa avança em 2016, envolve a EDP Distribuição, INESC Tec, Withus e NOS, abrangendo 20 mil consumidores residenciais.

Parque das Nações_captação de ecrãAté 2017 deverão ser instalados na Europa quatro grandes projectos, com propósitos demonstrativos, de redes eléctricas inteligentes, em Portugal, Espanha, Suécia e Polónia.  A iniciativa para o território português será desenvolvida na freguesia do Parque das Nações, avança o INESC Tec.

EDP Distribuição, INESC Tec, Withus e NOS serão as entidades responsáveis. “O objectivo é desenvolver e implementar soluções de monitorização e controlo, incluindo novos equipamentos e sistemas, que permitirão potenciar a participação de consumidores finais no mercado energético”, diz um comunicado da instituição portuguesa de investigação .

No todo europeu, a aposta inserida no projecto UPGRID,  envolve um investimento de 15,7 milhões de euros, dos quais 11,9 são provenientes da Comissão Europeia.

O projecto UPGRID começou no início de 2015 no âmbito programa H2020, está a ser desenvolvido por um consórcio europeu composto por 19 parceiros de sete países europeus, Portugal, Espanha, Polónia, Suécia, Reino Unido, França e Noruega (este último como país associado).

Inclui quatros implantações ao longo de 2016, no Parque das Nações, em Lisboa, em Bidelek Sareak Smart Grid, em Bilbau (Espanha), em Gdynia, na área de Gdansk (Polónia) e na cidade de Åmål,no sul da Suécia.

“A grande novidade é a inclusão de plataformas que permitirão a participação de consumidores finais na operação”, explica Luís Seca (INESC Tec).

“Vão ser testadas soluções que permitam implementar funcionalidades avançadas em tecnologias já existentes para formar um sistema integrado inteligente. Pretendemos melhorar a monitorização e controlo das redes de média e baixa tensão, como forma de antecipar problemas associados a integrações de larga escala de Recursos Distribuídos de Energia. A grande novidade é a inclusão de plataformas que permitirão a participação de consumidores finais na operação”, explica Luís Seca, coordenador do Centro de Sistemas de Energia do INESC Tec.

Esta entidade prevê  “um impacto económico e social muito relevante” a iniciativa vai  envolver não só consumidores finais, mas também todos os agentes da rede eléctrica. “Indica a eventual necessidade de implementação de novas medidas de acesso ao mercado eléctrico, o que envolverá eventualmente a introdução de novas políticas regulatórias e de modelos de negócio que deverão diminuir os custos gerais de fornecimento do sistema, beneficiando os consumidores finais e fazendo com que estes participem num ambiente de mercado”, diz o responsável.

Segundo o mesmo será efectuada uma avaliação do impacto social da solução, tendo em consideração questões como a protecção de dados e a aceitação pública pelos cidadãos e outros intervenientes, refere o investigador.

Iniciado em Janeiro de 2015, o UPGRID tem a duração de 36 meses, terminando a Dezembro de 2017.




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