56% dos profissionais de TI recusaram novos empregos

Durante 2015 foi o grupo que mais o fez, segundo a Hays, embora seja aquele onde é manifestada maior insatisfação.

Hays

Mais de metade (56%) dos profissionais de Tecnologias da Informação (TI) afirmam ter recusado ofertas de emprego em 2015, diz a Hays. É a mais elevada percentagem verificada nos diversos sectores analisados, em Portugal,  para o Guia do Mercado Laboral 2016, com base em inquéritos realizados junto de mais de 800 empregadores e cerca de 3200 profissionais.

Os recursos humanos daquela área são também os que demonstram menor disponibilidade para mudar de emprego este ano – a percentagem situa-se nos 67%, muito distante da média de outros sectores como o de turismo e lazer ou de recursos humanos (78%). No entanto, os profissionais de TI mantêm-se no topo da lista  dos mais procurados pelos empregadores em Portugal.

O Guia do Mercado Laboral revela ainda que os profissionais de TI são os que revelam menor insatisfação com o salário, comparativamente a outros sectores. Ainda assim, a percentagem profissionais insatisfeitos atinge os 56%, quando no ano passado se situava apenas nos 42% – uma subida considerável.

“Pela primeira vez em muitos anos, a percentagem de empregadores que pretendem recrutar igualou a percentagem de profissionais que consideram mudar de emprego.” afirma Paula Baptista, Managing Director da Hays Portugal. “Aproximam-se momentos de competição acérrima pelos melhores profissionais do mercado, sendo que o verdadeiro crescimento estará, sem dúvida, do lado dos empregadores que conseguirem garantir e preparar as melhores equipas.”

Outras conclusões do Guia do Mercado Laboral 2016:

– uma percentagem recorde de 74% de empregadores a nível nacional pretende contratar mais colaboradores este ano, sobretudo perfis comerciais, de engenharia e de TI;
– dificuldade em encontrar os profissionais certos levou 55% das empresas a contratar pessoas pouco adequadas para a função;
– 75% dos profissionais de todos os sectores estão insatisfeitos com a sua progressão de carreira;
– 82% dos profissionais qualificados no estrangeiro pretendem voltar a trabalhar em Portugal;
– Reino Unido é o destino de emigração mais desejado pelos profissionais portugueses.


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