Pontos essenciais da tecnologia para 2016

Factos interessantes sobre orçamentos de TI, prioridades na contratação e iniciativas estratégicas para o próximo ano.

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Disrupção! Se uma conclusão abrangente pode ser elaborada a partir dos resultados do inquérito do Computerworld a 182 profissionais de TI nos EUA, é que 2016 deve ser um ano em que a TI será um agente de mudança.

A TI está pronta para mover-se totalmente para o centro do negócio em 2016, quando a transformação digital se torna uma elevada prioridade estratégica. Os CIOs e as suas organizações tecnológicas estão bem posicionados para conduzir essa mudança, graças ao crescimento dos orçamentos de TI, aumento de profissionais e um deslocamento pronunciado em direção a gastos estratégicos.

No meio do ritmo alucinante das mudanças na tecnologia e das empresas, para onde deve direccionar o seu foco no novo ano?

Orçamentos de TI aumentam… novamente
Enquanto as empresas continuam a contar com a tecnologia para as ajudar a diferenciarem-se no mercado, os orçamentos de tecnologia permanecem numa trajetória ascendente.

Quase metade (46%) dos entrevistados pelo Computerworld indicou que os seus gastos em tecnologia vai aumentar em 2016, em média 14,7% (em comparação, no ano passado, 43% disse que os gastos aumentariam, em média, 13,1%).

Perto de um número igual (42%), revelou que os seus gastos com tecnologia vai permanecer na mesma, com apenas 12% a prever uma diminuição nos orçamentos de TI.

Segurança e cloud computing são as principais áreas para investir
Com preocupações de segurança no topo da mente dos profissionais de TI enquanto se preparam para 2016, não é nenhuma surpresa que exactamente metade dos entrevistados escolha a segurança como a principal área onde as suas empresas planeiam aumentar a despesa.

A computação em nuvem surge logo a seguir, e a principal área onde as organizações pensam desinvestir é no software “on premise” – duas tendências que indicam como a viagem das empresas para a cloud vai continuar em 2016.

IoT encabeça novas áreas de despesa
Após vários anos sem grande investimento, a Internet das Coisas parece finalmente ter a atenção dos executivos de tecnologia, com 29% dos entrevistados identificando-a como uma nova área de investimentos para 2016.

A Green IT, que também tinha sido esquecida em muitas organizações, apareceu nos radares dos entrevistados, com 16% a dizer que vão investir nas tecnologias de poupança de energia no próximo ano.

O principal desafio dos profissionais de TI: orçamento
Como sucede todos os anos, as restrições orçamentárias surgem no topo da lista de desafios de liderança identificados pelos entrevistados.

A segurança ficou em segundo lugar entre as preocupações dos profissionais de TI, após um ano de ataques corporativos cada vez maiores e mais graves.

Duelo de metas para a TI em 2016
As metas dos respondentes do inquérito para os seus projectos mais importantes em tecnologia traiem a natureza bimodal do moderno departamento de TI.

Os líderes de tecnologia dizem que estão a esforçar-se para manter ou melhorar os níveis de serviço, há muito tempo uma das suas principais responsabilidades. Ao mesmo tempo, estão à procura de gerar novos fluxos de receitas ou aumentar os já existentes, uma nova responsabilidade na maioria dos departamentos de tecnologia em evolução.

“À medida que a tecnologia se torna parte integrante de todos os aspectos dos negócios e da maneira como interagimos com os clientes, é elevar o perfil do grupo de TI e forçá-lo a pensar em mais do que apenas manter as luzes acesas”, diz David Cearley, analista da Gartner. “Estamos a ver um maior alinhamento da TI para impulsionar os negócios digitais”.

Uma viagem para a nuvem
A caminhar para 2016, a computação em nuvem não mostra sinais de abrandar, com os líderes de tecnologia a indicarem que as despesas e novas iniciativas de cloud permanecem em ascensão.

Em termos de onde as organizações estão nesta sua transição para a nuvem, 29% dos entrevistados confirmaram que já tinham mudado algumas aplicações corporativas para a nuvem, com mais para vir, enquanto 7% disseram que estão em processo de migração de sistemas de missão crítica para um ambiente de nuvem.

Curiosamente, um total de 20% dos entrevistados estão a contrariar esta tendência por completo, revelando que não estão a avançar para a cloud de todo.

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Equipas de TI vão aumentar
Com os orçamentos a crescer e os projectos a não faltar, muitas empresas estão a pensar contratar mais pessoas. Cerca de 37% dos entrevistados disseram estar a planear aumentar o seu pessoal, contra 24% no ano passado.

De acordo com o novo papel das TI como agente organizacional de mudança, 42% dos inquiridos com planos de contratação procura pessoas que combinem conhecimentos de tecnologia e de negócios que lhes permitam articular o valor da TI para alcançar os objectivos do negócio.

Talentos em segurança e BI devem ser escassos
Com todos os olhos na segurança, não é surpresa saber que os inquiridos esperam ser difícil contratar tecnólogos com essas especializações.

De acordo com o Robert Half Technology’s 2016 Salary Guide, os salários no campo da segurança devem aumentar entre 5% a 7% no próximo ano, variando de 100 mil até quase 200 mil dólares, em média.

Tecnologias disruptivas
Quando questionados sobre as tecnologias que são susceptíveis de terem um impacto nos próximos três a cinco anos, os entrevistados escolheram a computação em nuvem/”software-as-a-service” por uma larga margem, seguidos do auto-serviço de TI, análise predictiva, a Internet das Coisas e as comunicações unificadas.

A cloud vai continuar a remodelar a TI das empresas, de acordo com a analista IDC, que prevê que mais de metade dos investimentos de infra-estrutura e de software empresarial que vai ser baseada em nuvem em 2018.

Chutar os pneus de novas tecnologias
Todos os tipos de virtualização e opções “as-a-service” lideram as listas de tecnologias dos respondentes do inquérito que estão a ser desenvolvidos ou testados nas suas organizações, com BI/analítca, cloud computing e móvel/sem fios perto do top 5.

“Virtualização 2.0” é de particular interesse para os respondentes, quando as empresas avançam para lá dos primeiros passos da virtualização de servidores para explorar desktop, armazenamento, opções móveis e de rede virtualizadas.

2016 é o ano da IoT
No próximo ano, a Internet das Coisas (IoT) não será mais ficção científica mas uma realidade num futuro próximo para as organizações de TI em muitas indústrias, dizem observadores.

29% dos entrevistados identificaram iniciativas de IoT – e projectos relacionados de máquina-a-máquina e telemática – como novas áreas de gastos para o próximo ano. Em comparação, apenas 12% dos entrevistados no ano passado disseram que a IoT seria uma nova despesas em 2015.

Da mesma forma, a percentagem de inquiridos que disseram planear lançar projectos da IoT ao longo dos próximos 12 meses subiu de 15% no ano passado para 21% este ano, com 14% a dizer este ano que planeiam testar este tipo de tecnologias, acima dos 7% no ano passado.

“Wearables” na empresa? Ainda não
Embora os dispositivos portáteis orientados para o consumidor, como o Google Glass e a Apple Watch, a realidade é que as empresas não estão dispostas a fazer uso prático dos sistemas vestíveis (“wearable”), pelo menos no futuro próximo.

A tecnologia “wearable” foi a último da lista de sistemas actualmente a serem avaliadas em testes e projectos-piloto pelos inquiridos, com apenas 4% dos entrevistados a dizer que tinham projectos em andamento envolvendo “wearables”.

Além disso, 78% disseram que não estavam actualmente a trabalhar em aplicações desse tipo ou a antecipar a necessidade de apoiar “wearables” num futuro próximo. Apenas 8% disse que os “wearables” vão desempenhar um papel nas suas operações de negócios ou de tecnologia, enquanto apenas 12% indicaram que estavam a ajustar as suas estratégias de gestão de dispositivos móveis para os incluir.


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