Qualcomm não se vai dividir, apesar da diminuição dos lucros

O conselho de administração da empresa decidiu que a estrutura corporativa já existente é o melhor caminho a seguir.

Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm

Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm

Dividir a Qualcomm não é a melhor maneira de transformar o seu desempenho, decidiu a direcção da empresa.

A Qualcomm concebe e fabrica chips, principalmente para os mercados de smartphones e de dispositivos conectados. Mas, em Julho, a empresa divulgou resultados decepcionantes para os três meses até 28 de Junho, com um declínio homólogo de 14% nas receitas e de 47% no lucro líquido.

O CEO Steve Mollenkopf disse então que planeava “dimensionamento” (“right-sizing”) da estrutura de custos da empresa – uma frase que acabou por significar o despedimento de mais de um empregado em cada sete. Ele também contratou consultores externos para avaliar a estrutura corporativa da empresa e analisar se dividir a empresa iria aumentar o seu valor.

Mas, esta terça-feira, a Qualcomm anunciou que quer manter as suas operações de design de chips e de fabricação juntas, concluindo que a sua estrutura actual a coloca na melhor posição para ter produtos rentáveis no longo prazo.

Mollenkopf enfrenta um momento difícil para transformar a estrutura societária existente, com as receitas e os lucros a continuarem a cair desde que começou a análise à empresa. A queda de receitas ano-a-ano acelerou para 18% no trimestre até 27 de Setembro, embora a queda nos lucros líquidos tenha diminuído ligeiramente para 44%, segundo revelou a Qualcomm a 4 de Novembro.

Olhando para o trimestre seguinte, a Qualcomm advertiu que a queda das receitas pode acelerar ainda mais, com uma queda ano-a-ano entre 15 a 27%, embora espere que a queda nos lucros vá diminuir para 23% ou menos, graças em parte ao seu programa de corte nos custos.




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