Scraim recebe 50 mil euros da Caixa Capital

Habilita-se a receber mais 100 mil euros, ao aceder ao concurso “Caixa Empreender Awards”, e ambiciona implantar o seu negócio no mercado dos EUA.

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Pedro Castro Henriques, CEO da Strongstep e da Scraim

O projecto de “spin-off” da Strongstep, a Scraim, vai receber 50 mil euros de financiamento da Caixa Capital, no âmbito da parceria estabelecida entre esta operação da Caixa Geral de Depósitos e o programa Carnegie Mellon University Portugal (CMU Portugal).

É assim reconhecido pela capital de risco do banco, como o mais promissor, dos quatro trabalhados durante o programa pela equipa da iniciativa de aceleração de projectos empresariais da CMU Portugal, o inRes, desenvolvido em 2015.

A aposta, fundada no contexto do UPTEC do Porto, ainda poderá aceder a um investimento de 100 mil euros, a ser atribuído no âmbito do “Caixa Empreender Award”. O prémio já obtido será uma ajuda para sustentar a angariação de 1,2 milhões de dólares, que o CEO da Strongstep, Pedro Castro Henriques, ambiciona ter disponíveis para firmar a actividade da startup no mercado dos EUA.

A Scraim assenta a sua proposta de valor num serviço online de software para gestão integrada de processos. Promete através do serviço com o mesmo nome acelerar a implantação de certificações internacionais, aliviando o trabalho humano e o esforço financeiro.

A “spin-off” diz conseguir reduzir o tempo de certificação em gestão de processos de 12 para três meses, e os custos de 180 mil euros para 30 mil. Sem recurso a serviços externos de consultoria, argumenta.

Baseia esta capacidade de diferenciação em dois elementos, destacados pelo CEO durante a apresentação dos resultados do inRes 2015:

‒ usando processos de desenvolvimento pré-concebidos, adaptáveis, e abrangendo totalmente os ciclos de vida;

Stephan Morais (Caixa Capital) César Duarte (CTO da Scraim) e Pedro Henriques (CEO da Scraim)

Stephan Morais (Caixa Capital), César Duarte (CTO da Scraim) e Pedro Henriques (CEO da Scraim)

‒ na avaliação e análise automática de existências tendo em vista as certificações.

Segundo Castro Henriques, o serviço nasce do conhecimento e experiência acumulados com projectos desenvolvidos em várias empresas clientes, como por exemplo BPI, PT, Alert e o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia.

“Notamos os mesmos problemas em muitas organizações nos processos de certificação”, afirmou,

A empresa está a desenvolver projectos-piloto nos EUA com o CMMI Institute, e360 e a Kopo. E estabeleceu uma parceria para disponibilizar o serviço através da plataforma Plug and Play. Tornou-se também parceira do Founder Institute e da incubadora de startups Thrill Mill.

As outras três iniciativas que fizeram parte do inRes de 2015:

‒ Playsketch: faz aplicações que permitem a qualquer pessoa criar jogos para plataformas móveis, a partir de desenhos executados no papel e depois digitalizados. Procura explorar a possibilidade oferecida de uma pessoa desenhar o seu próprio videojogo. Tem
protótipos funcionais da tecnologia e conta lançar versões beta em breve;

‒ AdaptTech: é uma empresa biomédica que desenvolve tecnologias inteligentes e vestíveis para ajudar pessoas com limitações físicas. O produto é uma solução completa para a adaptação de próteses, capaz de optimizar a adaptação do paciente ao encaixe;

‒ Sceelix: tem um software com o mesmo nome que permite a criadores de jogos 3D e de simulações montarem cenários virtuais e complexos, tais como terrenos, cidades e florestas, de forma mais eficiente e fácil de gerir. Providencia uma linguagem visual para definir regras e algoritmos que produzem estes cenários de forma automática.




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