BlackBerry decidiu abandonar o Paquistão

A empresa não quer corresponder às exigências governamentais de vigilância, mas pode ainda haver um acordo com as autoridades para a operação do fabricante se manter.

Marty Beard_COO da BlackBerry

Marty Beard, COO da BlackBerry

A BlackBerry decidiu encerrar a partir de 30 de Dezembro o seu negócio no mercado paquistanês, em vez de deixar as autoridades do Paquistão interceptarem comunicações baseadas nos servidores da empresa.

O governo local quer ter a capacidade de monitorizar todo o tráfego processado pelos servidores BlackBerry Enterprise Service no país. Isso incluí cada e-mail e cada mensagem instantânea (BlackBerry Messenger), esclareceu o Chief Operating Officer da empresa, Marty Beard, esta segunda-feira.

O fornecedor tem estado sob pressão em muitos países, incluindo na Índia para fornecer acesso a dados, trocados com os serviços da empresa, para aplicação da lei. “Nós não apoiamos a concessão de acesso aberto a ‘portas dissimuladas’ para obtenção de informações dos nossos clientes e nunca o fizemos em qualquer lugar do mundo”, escreveu Beard.

A decisão da BlackBerry é uma resposta a uma notificação apresentada em Julho, pela autoridade das telecomunicações do Paquistão às operadoras de telefonia móvel do país, de que os servidores BES da empresa deixariam de poder funcionar no país a partir de Dezembro “por razões de segurança”.

A Pakistan Telecommunication Authority diz estar ainda em contacto com a BlackBerry “para encontrar uma solução”.

A empresa anunciou primeiro que iria sair do Paquistão a 30 de Novembro mas, mais tarde, adiou por um mês o encerramento. Ainda há indícios de os dois lados poderem chegar a um compromisso.

O porta-voz da Pakistan Telecommunication Authority, Khurram Ali Mehran, revelou que a agência ainda está em contacto com a BlackBerry “para encontrar uma solução.”




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