UE vai financiar segurança das TI em carros, hospitais e aeroportos

A agência europeia de segurança ENISA adicionou os veículos inteligentes, aeroportos e hospitais às suas competências.

ENISACarros inteligentes, aeroportos e hospitais tendem a tornar-se cada vez mais alvos para hackers – e agora a Agência para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) da União Europeia está também atenta aos mesmos.

A agência acrescentou os sistemas de transporte inteligentes e os serviços de saúde inteligentes nas suas competências para 2016. Ela pretende analisar os riscos de segurança inerentes às suas redes de comunicações, e quer que os governos assumam as suas recomendações para protecção em 2017, disse esta segunda-feira.

A investigação incidirá sobre os problemas causados pela introdução de objectos inteligentes e de comunicações máquina-a-máquina para substituir os humanos nas cadeias de suprimentos nos aeroportos, seja para o fornecimento de peças de reposição para aeronaves, nas correias transportadoras de bagagem ou até nas garrafas de água para as lojas nos aeroportos.

Nos transportes, a ENISA vai concentrar-se nos carros e estradas inteligentes, mas não nos transportes públicos. As apostas são aqui elevadas quando os países europeus decidirem se permitem carros autónomos nas vias públicas, e quando já foi demonstrado que mesmo carros conduzidos por humanos podem ser controlados remotamente por hackers.

A saúde é outra área de investigação, quando os fabricantes descobrem que não há segurança suficiente para dispositivos prostéticos remotamente programáveis, tais como “pacemakers” ou bombas de insulina.

Os pacientes de bom grado aumentam o potencial de que as informações sobre a sua saúde sejam recolhidas constantemente usando bandas electrónicas de fitness ou gadgets semelhantes.

A ENISA vai olhar para os riscos de cibersegurança nos sistemas de comunicação dentro e entre hospitais, prestadores de serviços em nuvem, companhias de seguros e laboratórios inteligentes.

Embora a organização tende a não procurar vulnerabilidades de segurança em software, ela desempenha um papel na agregação de informações sobre as muitas ameaças às infra-estruturas críticas e a ajudar os governos e as empresas a planearem as suas respostas.

Em anos anteriores, a ENISA conduziu estudos semelhantes de redes inteligentes, casas inteligentes e infra-estrutura da Internet.


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