HP desiste da sua cloud pública

O fornecedor vai fechar a Helion Public Cloud em 2016 e apostar mais na oferta de cloud privada, alimentando parcerias para outras necessidades de cloud computing.

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No início de 2015, a HP deixou escapar que poderia não querer concorrer no mercado da cloud pública e esta semana anunciou a intenção de terminar a sua oferta, a Helion Public Cloud, a 31 de Janeiro próximo. “Decidimos incrementar as nossas capacidades de cloud privada e serviços geridos”, escreveu Bill Hilf, vice-presidente sénior e gestor-geral da HP Cloud.

As infra-estruturas híbridas são “o futuro das TI corporativas”, insistiu, e assim o fornecedor vai continuar a investir na sua plataforma Helion OpenStack. Esta alimenta a sua Helion CloudSystem, oferta de cloud privada.

É uma retirada significativa para a HP e surge apenas duas semanas antes de a empresa efectivar oficialmente a sua divisão em duas partes. Enquanto rivais como a IBM e a Oracle continuam a desenvolver serviços de cloud pública, o fabricante toma um rumo mais semelhante ao da Dell para oferecer uma selecção de ofertas nessa esfera.

“Os nossos clientes dizem-nos que as linhas entre todas as diferentes manifestações de cloud estão a esbater-se”, argumenta Hilf. “Vamos passar para um modelo baseado em múltiplos parceiros estratégicos, para os recursos de cloud pública”.

A medida “reflecte o facto de a cloud pública [ou o seu mercado] ser maioritariamente dominado pela Amazon, com presença crescente de Azure, da Microsoft, e significativa da Google”, diz Jay Lyman (451 Research)

A HP já adicionou um maior suporte para a Amazon Web Services como parte da sua oferta híbrida Helion Eucalyptus e colaborou com a Microsoft para oferecer suporte ao Office 365 e Azure, nota.
“Também suportamos os nossos clientes de PaaS onde eles quiserem executar a nossa plataforma Cloud Foundry”, crescentou Hilf.

Jay Lyman, gestor de pesquisa sobre plataformas de cloud na 451 Research, considera que a medida “reflecte o facto de a cloud pública [ou o seu mercado] ser maioritariamente dominado pela Amazon, com presença crescente de Azure, da Microsoft, e significativa da Google.”

“Eles [a HP] perceberam que não conseguem competir no mundo de cloud de hiper-escala”, considera O’Donnell. “E é verdade – não podem. Notamos uma redução de intervenientes e os fortes estão a ficar mais fortes”, refere.




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