Compta constrói “frota” para o negócio do mar

A empresa tem nova unidade de negócio, a Blue Growth, com três eixos de actividade, incluindo uma dedicada à IoT.

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Jorge Delgado, CEO da Compta

A Compta montou uma nova unidade de negócio, a Blue Growth, dedicada à economia do mar e com três eixos de acção: suporte à decisão do Estado e racionalização de custos (Governance & Smart Cost), portos e logística inteligentes (Smart Ports & Logistics), exploração e transformação alimentar de recursos marítimos (Seafood Exploration & Transformation).

Apesar de focada na Zona Económica Exclusiva portuguesa, a operação tem uma dimensão de exportação, sugere um comunicado.

Jorge Delgado, presidente da comissão executiva da Compta, comenta que a empresa prossegue a sua estratégia de aposta em sectores verticais, acrescentando a nova área do mar à do ambiente, agricultura, energia e logística “multimodal”.

De resto, Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva que é cerca de 19 vezes maior que a área terrestre, e há muito que o mar português é visto como uma vantagem competitiva nacional.

A Compta procura desta forma alinhar o seu negócio com a Estratégia Nacional para o Mar, onde Portugal formalizou a sua visão do modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos.

“Com o know-how e experiência adquiridos ao longo de 43 anos de actividade, a Compta acredita que o sector privado tem um papel determinante, quer na formulação do pensamento estratégico do país, quer na concretização de acções concretas que visem, neste caso, o aproveitamento económico e social do mar”, declara a empresa.

A aposta associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”, diz a Compta.

A aposta assenta numa “equipa composta por profissionais com competências e experiências comprovadas no mercado nacional e internacional”. E associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”.

Em Portugal acredita-se que a chamada “economia azul” valerá cerca de cinco milhões de euros, correspondendo a 3% da riqueza nacional e com perspectivas de se poderem atingir 4% até 2020.

Os três eixos de acção:

‒ “Sea Governance & Smart Cost”: acções, produtos e serviços destinados a suportar a monitorização, suporte à decisão e acção do Estado sobre o mar. Preconiza, ainda, ”a formulação de uma proposta de valor tecnológica no âmbito das Zonas Costeiras Inteligentes potenciando o nível de desenvolvimento e competitividade dos diferentes subsectores da Economia do Mar”.

‒ “Smart Ports & Logistics”: focada nos desafios concretos da gestão inteligente das comunidades portuárias, e no potencial da Internet das Coisas (IoT) como “factor impulsionador de um novo paradigma de interconectividade e ganhos de eficiência nas diferentes perspectivas desta interface entre a terra e o mar”. Implica  uma abordagem holística sobre portos comerciais, portos de pesca e portos de recreio, para os quais emerge a necessidade de players tecnológicos que promovam o conceito de “Porto Inteligente”.

‒ “Seafood Exploration & Transformation”: inclui a abordagem a desafios de sectores como o da aquacultura e indústrias da transformação do pescado. A Compta ambiciona dar uma resposta concreta na valorização do pescado e a ganhos de eficiência produtiva nos diferentes processos de transformação dos recursos marinhos.

A nova unidade de negócio vai procurar tirar proveito do valor agregado do actual portefólio de produtos da Compta: com incidência nos problemas de eficiência energética, gestão e valorização de resíduos e subprodutos, interconectividade de ecossistemas e cadeias de valor complexas e suporte tecnológico de iniciativas que visem a exploração e comercialização sustentável de recursos marinhos.


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