“Ainda não vejo orçamento para tanto entusiasmo”

O ano de 2016 pode ser positivo para os fabricantes de tecnologias de segurança, declara Rui Duro, director-geral da Check Point.

Rui_Duro_director-geral da Check Point Portugal

Rui Duro, director-geral da Check Point Portugal

“Vejo um mercado bastante receptivo, muitas empresas a falarem connosco, mas ainda não vejo orçamento suficiente para tanto entusiasmo e interesse”, afirma Rui Duro, director-geral da Check Point, sobre o mercado português de segurança. Mesmo assim, manifesta optimismo.

O responsável reconhece ter havido estagnação a seguir a 2010. Mas, desde então, nota o mercado a crescer ligeiramente. “Começa a haver abertura mas falta reforço nos orçamentos para esta área”, lamenta.

Sendo a segurança um aspecto crítico nas empresas, Rui Duro prevê que o potencial associado se materialize em negócio animador durante 2016 . “Creio que vai ser um ano positivo para todos os  fabricantes de segurança das TIC”, diz, considerando a consciencialização já existente.

A Check Point contratou em 2015 mais uma pessoa, contando com quatro no total para a operação portuguesa. É uma presença já significativa, argumenta Rui Duro, face à circunstância de a empresa não vender directamente.

Tratou-se de mais um comercial e o responsável diz que, em Janeiro de 2016, deverá contratar outra vez um novo recurso, dependendo do crescimento obtido.

O director-geral não revela números absolutos, apenas que a operação portuguesa cresceu 30% nas vendas, em 2014, e isso permitiu alargar a equipa.

O principal desafio para a empresa em Portugal será “combater o marketing de concorrentes que vendem pelo preço e não pela qualidade”.

Rui Duro destaca o desempenho das vendas de produtos novos, com um incremento de 54%. Segundo o responsável, a empresa é muito criticada por ter uma estrutura de receitas baseada no suporte a equipamentos menos recentes e a evolução constitui uma resposta interessante e importante.

Significa menor dependência face aos contratos de manutenção e renovação da base instalada, sustenta.

O número de clientes novos também cresceu. “Foram mais de 50 entre as maiores PME”, assegura, embora não revele quantos são – e lembra que um só cliente novo nesse segmento pode significar muito.

“Se tivermos um último trimestre em linha com os anteriores e as previsões, teremos um ligeiro crescimento em 2015”, embora já na ordem de um dígito, ressalva.  As áreas de protecção a ameaças de “zero day”, incluindo prevenção e emulação de ameaças, são aquelas em que o negócio da empresa mais está a crescer.

“Há muitos clientes a fazerem consolidação em plataformas com um só cliente e nós fomos buscar uma grande fatia” nessa evolução do mercado, diz Rui Duro. A consolidação em tecnologia (por exemplo, apenas numa consola) de um só fabricante, para facilitar a gestão e assim aumentar a segurança, é uma ideia de que a Check Point é forte apologista.

O principal desafio para a empresa em Portugal será “combater o marketing de concorrentes que vendem pelo preço e não pela qualidade”. Isso pode ser um risco de segurança, pela incapacidade de certos equipamentos, alerta.

Adesão à definição por software

O surgimento das redes definidas por software, e no qual o hardware específico de firewall perde relevância, está a ser abordado com estratégia ou arquitectura específica (Software Defined Protection ou SDP), garante Rui Duro. Uma parceria com a VMware visando a integração de tecnologia da Check Point com a consola NSX será de particular importância.

A proposta da Check Point “é levar para o centro da rede o que faz bem na periferia”. Envolve definir por software “segmentos, domínios e num ponto central da rede ter visibilidade sobre tudo o que acontece”.

A referida segmentação da rede, apesar de boa prática, tornou-se menos usada em muitas empresas  por envolver maior complexidade de gestão. “O que queremos fazer com  os SDP é criar um ponto central na rede onde volto a impor o princípio da segmentação”, assegura.

A partir dela, será possível estabelecer regras de acesso à Internet, que protocolos acedem à base de dados, quem comunica com as aplicações, entre outras opções.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado