Europa em acordo com a China para 5G

China juntou-se a acordo entre a UE, Japão e Coreia do Sul para trabalhar em conjunto na tecnologia 5G.

5G - IMT2020 - UIT

A China e a União Europeia (UE) concordaram em chegar a um acordo até ao final do ano sobre uma definição de trabalho para o 5G, talvez o termo mais usado em demasia e menos compreendido no sector das telecomunicações móveis.

O único ponto do acordo é que o 5G é o que se vai estar a desenvolver ou a comprar após o 4G, pelo que qualquer consenso entre a UE e a China pode ser significativo. O acordo baseia-se num outro assinado pela UE e pela Coreia do Sul, em Junho de 2014, e um outro com o Japão em Maio de 2015.

Os responsáveis das normas do 3G e do 4G, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) e o 3G Patent Partnership (3GPP), são comedidos na sua abordagem.

A UIT pretende decidir sobre a sua própria denominação para o 5G no próximo mês. Poderá ser International Mobile Telecommunications 2020 (IMT-2020), por ser o ano em que espera que o primeiro equipamento esteja à venda. Mas não vai escolher uma norma técnica até Fevereiro daquele ano, no entanto.

Em Dezembro, o 3GPP planeia iniciar um estudo de seis meses sobre os requisitos para redes de acesso 5G, com vista a apresentar a proposta de norma à ITU no início de 2020.

Essa abordagem lenta faz o acordo desta segunda-feira entre a Comissão Europeia e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China parecer quase apressado.

As duas partes vão trabalhar para um consenso global, “até ao final de 2015, sobre o conceito, funcionalidades básicas, tecnologias-chave e plano temporal para o 5G”, diz o acordo.

5G - IMT-2020 - UIT

Isto é semelhante aos acordos da UE com o Japão e a Coreia do Sul, que também apontam o final deste ano como prazo para chegar a consenso sobre “a definição ampla, as funcionalidades-chave e tabela de tempo para o 5G”.

Nenhum acordo constitui um fim em redor da ITU ou do 3GPP, embora a UE, China e Coreia do Sul também tenham acordado em promover a normalização global em apoio ao trabalho realizado por aquelas duas instituições.

Eles concordaram em realizar investigação conjunta e a incentivar as empresas dos dois blocos a participarem nos projectos de investigação. Por fim, concordaram em cooperar na identificação de novas bandas de frequência em que as redes 5G podem operam globalmente.

Estes são pontos-chave, já que a procura de normas para o 3G e, em menor medida, o 4G, foi dificultada por rivalidades entre empresas e continentes.


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