Mercado de pagamentos pronto para a disrupção

A inovação não será exclusividade das startups e a área caminha para a economia das API.

Gilles Ubaghs analista da Ovum (DR)A área de serviços de pagamentos passa por um período de mudanças com crescente utilização de canais digitais, confirma Gilles Ubaghs, analista sénior da Ovum, para tecnologia de serviços financeiros. “Em todos os mercados à escala mundial (…) as tecnologias de mobilidade e online estão a trazendo novas maneiras de fazer compras e pagar tanto na Internet como nas lojas”, afirma.

A vaga vai além da utilização de  sistemas nos quais os smartphones são passados nos pontos de venda, e envolve métodos de envolvimento mais profundos com o cliente. Os pagamentos ainda são dominados por empresas e redes muito grandes, sublinha.

“Mas também não há nada que obrigue a inovação a surgir das startups”, afirma. Apear disso, os fornecedores tradicionais, mesmo com enfoque na flexibilidade e adaptabilidade às novas mudanças e tendências, incluindo na actualização da infra-estrutura de TI, ainda vão percorrer um longo caminho.

A simplificação da experiência dos clientes a qualquer nível deve ser prioridade. E a organizações incumbentes ainda estão bem posicionadas para o fazer, com os agentes principais a procurarem em manter a sua posição na cadeia de valor, afirma.

Há uma maior abertura para a utilização de API, diz Gilles Ubaghs (Ovum).

Isso é feito principalmente através de novas tecnologias, da tokenização, e através de uma maior utilização e abertura para a API (application programming interface) e conjuntos de ferramentas de desenvolvimento, de interfaces com os clientes. O analista da Ovum admite que a economia da partilha (open source) concentra muitas atenções.

Mas o sector dos pagamentos caminhando para a economia das API, insiste.


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