Novo fundo de investigação de Tom Siebel

Um projectos apoiados, da Universidade Carnegie Mellon, vai usar drones para prever falhas de energia e restaurar o serviço mais rapidamente após interrupções.

Tom_SiebelO fundador da antiga Siebel, Tom Siebel, criou o Siebel Energy Institute, o qual pretende distribuir 10 milhões de dólares em subsídios nos próximos cinco anos para financiar projectos investigação. O enfoque das iniciativas estará no objectivo de tornar as redes eléctrica mais fiáveis, eficientes e seguras contra ataques.

As empresas de energia em todo o mundo deverão são esperados para gastar perto de  dois biliões de dólares na presente década para tornar as infra-estruturas mais inteligentes, instalar de contadores inteligentes em residências e sensores nas linhas de energia e cabos de transmissão. As grandes quantidades de dados que devem produzir só serão úteis se existirem ferramentas para analisá-lo.

E é neste último âmbito que se posiciona o referido instituto. Tem como desiderato financiar projectos para criar novos algoritmos de computador e técnicas de aprendizagem de máquina para melhorar a infra-estrutura eléctrica.

Os primeiros 24 subsídios, em montantes de 25 e 50 mil dólares, foram atribuídos na última terça-feira para as equipas de uma dúzia de universidades com investigação em ciências computacionais e engenharia dos EUA, Japão, França e Itália. “Há uma enorme oportunidade para criar algoritmos de auto-aprendizagem e ganhar conhecimento conforme evoluem”, disse Siebel, em São Francisco.

Um dos projectos, da Universidade Carnegie Mellon, vai usar drones como parte de um esforço para prever falhas de energia e restaurar o serviço mais rapidamente após interrupções.

A maioria das iniciativas estão focadas em software, desenvolvimento de algoritmos para analisar o que Siebel denomina “conjuntos de dados de escala peta”.

A equipa vai utilizar a aprendizagem de máquina para identificar partes da rede mais susceptíveis a falhas e em seguida, implantar drones para inspeccionar fisicamente as áreas e enviar imagens das linhas de energia.

Se um drone tiver de voar longas distâncias, deverá poder recarregar a sua bateria numa linha de transmissão usando “em transformadores de corrente para veículos”, explicaram os investigadores.

Outro projecto, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, irá desenvolver um modelo de “crowdsourcing”, de baixo custo, para detectar falhas de energia e reposição de serviços, através da monitorização do estado de carregamento de smartphones conectados a tomadas de parede.

Mas a maioria das iniciativas está focada em software, desenvolvimento de algoritmos para analisar o que Siebel denomina “conjuntos de dados de escala peta”. São gerados pelos sensores na malha de redes, que  formam a “Internet da energia.”

Ponto de partida para mais financiamento

O instituto tem um modelo de financiamento no qual os subsídios são um ponto de partida para os investigadores poderem obter mais apoio financeiro. Deverão usar o dinheiro para criar propostas capazes de seduzir organizações com “bolsos mais profundos” e candidatarem-se à obtenção de mais dinheiro.




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