NOS reformula a sua gestão de fraude

A empresa vai adoptar o software RAID, da WeDo, para o todo o seu negócio, alargando a implantação às operações de cabo e actualizando-a nas de comunicações móveis.

Dinheiro_IDG-es

A NOS vai alargar a utilização do software RAID aos negócio de serviços de comunicações por cabo, no que assume “representar uma nova direcção” para a sua abordagem na gestão de fraude e garantia de receitas.

Esta quarta-feira, o operador anunciou resultados líquidos de 24,1 milhões de euros referentes ao segundo trimestre de 2015. Trata-se de um crescimento homólogo de 30,7%.

O acordo assinado com o fornecedor da tecnologia WeDo engloba fazer a actualização de iteracções anteriores do RAID, já implantado no negócio da mobilidade. A solução deverá entrar em funcionamento, na sua nova estrutura, durante o quarto trimestre de 2015, começando com a implantação no negócio de cabo.

“A nova implantação de software permitirá à NOS criar uma visão unificada de toda a empresa de processos de negócios, dados de auditoria no seu ambiente de aplicação, evitando o trabalho sujeito a erros manual e permitindo que os analistas se concentrem no que importa”, diz um comunicado do fabricante.

O universo abrangido pela plataforma envolve as contas de 3,7 milhões de utilizadores de serviços móveis, de 1,5 milhões na televisão e de 1,5 milhões no telefone fixo. Acresce ainda mais de um milhão de clientes de Internet de banda larga fixa.

O operador está a usar sistemas de três empresas diferentes para serviços móveis e fixos.

A reformulação da abordagem surge ainda no contexto da fusão a evoluir desde 2013, no qual a NOS está a procurar criar sinergias entre os elementos móveis e de cabo da empresa para obter uma solução de garantia de receitas (“revenue assurance”) e de gestão de fraude consolidada.

O operador está a usar sistemas de três empresas diferentes para serviços móveis e fixos e procura com o RAID recolher dados de sistemas com uma perspectiva de unificar a análise ao longo de vários departamentos.

“Em Portugal, a penetração do serviço de Pay TV, banda larga fixa, triple-play (3P), quadruple-play (4P) e de voz móvel continua a crescer de forma significativa, e, como resultado da presença dos operadores através destes diferentes segmentos, as quotas de mercado ficaram desequilibradas”, refere Ricardo Moreira, Enterprise Business Assurance Manager da  NOS. “Precisávamos de uma solução dinâmica para ajudar a acelerar a convergência entre o mercado endereçável completo para criar sinergias entre os sistemas, sem deixar de incentivar a inovação, produtividade e eficiência operacional. Tendo tido um relacionamento bem sucedido com a WeDo desde 2005 no lado móvel do nosso negócio, estávamos confiantes de que eles eram o parceiro mais amplo certo para a empresa”, explica.

Receitas operacionais nos 355,9 milhões

As receitas de exploração trimestrais da NOS consolidaram o crescimento já verificado no trimestre anterior, aumentando 3,2% no segundo trimestre para 355,9 milhões de euros. Um comunicado do operador diz também que a o número de serviços atingiu “um crescimento recorde”com a adição líquida de 248 mil serviços, ultrapassando pela primeira vez os oito milhões.

O número de clientes de serviços convergentes cresceu perto de 153% para 509,8 mil.




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