Sony quer manter smartphones para a IoT

O CEO da Sony Mobile Communications negou a hipótese de venda a unidade produtora dos dispositivos. As oportunidades de diversificação são enormes, diz.

Hiroki-Totoki_CEO da Sony Mobile (DR)

Hiroki Totoki, CEO da Sony Mobile Communications

Vários rumores sugeriram a possibilidade de a Sony alienar a sua estrutura produtora de smartphones, mas o presidente e CEO da Sony Mobile Communications, Hiroki Totoki, negou essa hipótese em declarações à revista Arabian Business. A razão pode surpreender: o fabricante pretende aproveitar, com eles, oportunidades na Internet das coisas (IoT, sigla em inglês).

A Sony é o décimo maior fabricante daqueles equipamentos, segundo a Gartner, e a operação está a perder dinheiro. Baseada em fontes, a Reuters disse em Janeiro que a empresa estava a ponderar a venda da unidade ou a constituição de uma “joint venture”.

Totoki reconhece outro valor à estrutura. “Os smartphones estão completamente ligados a outros dispositivos, e profundamente à vida das pessoas. E a oportunidade para a diversificação é enorme”, argumenta.

“Estamos a evoluir para a era da IoT e temos de  produzir uma série de novas categorias de produtos neste mundo, caso contrário podemos perder num domínio de negócio muito importante”. Por outras palavras, desistir dos smartphones significaria perder um ponto de controlo central para as casas inteligentes, os “smartwatches” e inúmeros dispositivos conectados.

A Sony ainda evidenciou ter planos para um “ecossistema” minimamente coerente de IoT, como aqueles propostos pela Apple, Samsung e Xiaomi.

“Nesse sentido, nós nunca venderemos ou sairemos do actual negócio de telefonia móvel”, garantiu Totoki. Ainda assim, não são claros os planos da Sony para a IoT. A empresa lançou alguns “smartwatches” e uma banda de preparação física.

Também está a fazer algumas experiências com um conjunto de ferramentas para inventores de aplicações para a IoT. Mas nada disso é semelhante a ecossistemas mais coerentes como aqueles propostos pela Apple, Samsung e Xiaomi.


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