Business Analyst deve evoluir para Business Partner

Participarem nas diferentes fases do negócio, actuarem como consultores internos e serem capazes de demonstrar o ROI e o valor da sua função e desta disciplina, são os eixos que permitirão aos BA serem reconhecidos como BP.

BA vs BP evolution - Winning

Num mundo mais complexo, global e incerto, em grande e rápida mudança, com as empresas cada vez mais expostas, de forma activa ou passiva, a uma internacionalização da economia e dos negócios, estas precisam de profissionais que possam contribuir para uma mais aprofundada e precisa análise do negócio, e assim melhorar, flexibilizar e agilizar o processo de tomada de decisão estratégico ou operacional.

Esta foi uma das mensagens principais da 2ª Conferência de Business Analysis (BA), organizada recentemente pela Winning Management Consulting.

Para Leandro Pereira, CEO da Winning, “o objetivo de alcançar o sucesso é da responsabilidade das organizações”, que devem “munir-se de todas as estratégias que permitam com eficácia minimizar as suas perdas de capital e maximizar o retorno das iniciativas”. E a BA é uma das “frameworks” que pode apoiar essas estratégias. Na sua opinião, a “BA destaca-se pela sua capacidade de gerar previsibilidade e suportar a melhoria de performance organizacional, pelo que surge como uma aliada estratégica nas organizações”.

Segundo António Fernandes, partner da Winning, o desafio central de um Business Analyst é saber se deseja continuar a “ser um ‘relator’ de actas”, alguém que faz o levantamento de requisitos e “escreve os requisitos”, nomeadamente para as propostas comerciais, ou se quer ir mais além.

Isto significa transformar-se para passar a ser reconhecido como um “Business Partner”, o que significa ajudar na análise, concepção e execução da estratégia de negócio, por via de uma visão e numa abordagem transversal e abrangente, integrando as tecnologias, e assentando essa visão numa metodologia e ferramentas que possibilitam a sua implementação.

Leandro Pereira salienta que, “nos últimos tempos, tem-se verificado nas organizações um acentuado interesse pela racionalização do processo de tomada de decisão relativa à gestão da carteira de iniciativas, uniformizando a identificação de iniciativas, modelagem de benefícios, avaliação de risco e impacto e análise crítica de custos e benefícios, no sentido de suportar as decisões de investimento com vista à maximização dos benefícios, bem como o interesse pela constituição de um processo de medição dos benefícios das soluções em exploração, a fim de confirmar o retorno estimado e garantir a maior fiabilidade de estimativas futuras”.

Paralelamente, considera que “conjetura-se, de igual forma, o inevitável estreitamento da relação entre estas duas vertentes da BA, já que a execução operacional eficiente e eficaz dos projectos trata de assegurar a entrega do valor de negócio identificado (e racionalmente justificado pela análise do retorno estimado)”.

Reportagem mais desenvolvida sobre o evento na CIO Portugal.




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