Proposta na ICANN desperta forte reacção

A organização está a solicitar opiniões sobre a possibilidade de restringir o registo de sites sem disponibilização de informações pessoais.

Privacidade

Vários grupos defensores da privacidade estão a alertar para as consequências de uma potencial mudança de política de registo de domínios na Internet. A alteração impediria muitas pessoas de registarem endereços de sites, sem revelar as suas informações pessoais.

A ICANN está a pedir opiniões externas ao seus grupos de trabalho, o qual está dividido sobre a questão: deve a organização proibir o registo privado de domínios  “associados a actividades comerciais e que são usados ​​para transacções financeiras online”?

A empresas de registo, defensores da privacidade e activistas anti-assédio criticaram as alterações propostas, por colocarem os utilizadores da Internet em risco. No lado oposto da questão, empresas como a LegitScript e a MarkMonitor argumentam que a mudança proteger os consumidores, das empresas sem escrúpulos e esquemas fraudulentos.

De acordo com o activista  anti-assédio, Randi Harper, os serviços de privacidade (Whois, por exemplo) são fundamentais para proteger as pessoas contra abusos online. O CEO da Online Abuse Prevention Initiative, diz que são “menor barreira descobrir informações pessoais sobre um alvo de assédio”.

Esta organização juntou-se à Electronic Frontier Foundation, à GoDaddy, Namecheap, eNom e Tucows na luta contra as alterações. Elisa Cooper, vice-presidente de marketing de produtos da MarkMonitor,
argumenta contudo que “os consumidores deve ser capaz de saber com estão a fazer negócios na Internet”.

Libby Baney, director sénior da FaegreBD Consulting considera que a política tem por objectivo fornecer paridade no mundo digital, para empresas às quais já é exigido o fornecimento público de informações no mundo offline

“Ao permitir que os registos anónimos de nomes de domínio para sites de negócio online, criamos um refúgio seguro para o florescimento do comportamento criminoso”, sustenta. No grupo de trabalho da ICANN, Libby Baney, director sénior da FaegreBD Consulting considera que a política tem por objectivo fornecer paridade no mundo digital, para empresas às quais já é exigido o fornecimento público de informações no mundo offline.

Mas Stephanie Perrin, um membro da Non-Commercial Users Constituency, da ICANN, recorda que política proposta irá colocar em risco de assédio, organizações como os grupos políticos e de defesa de direitos das mulheres. “Muitos destes grupos aceitam doações, vendem parafernália (canecas, t-shirts, etc.) ou geram receitas de publicidade”, explica. “Negar-lhes serviços “proxy” de privacidade pode colocá-las em risco”.

Passará um longo período antes de a ICANN avançar com uma decisão. A organização está a aceitar opiniões até 07 de Julho. Deverá surgir um relatório interno sobre a política até 21 de Julho. E depois disso, o conselho da ICANN ainda terá de votar a proposta.


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