IE vai perder domínio na empresa

Até final do ano, browser deverá ser ultrapassado pelo Chrome, da Google, num segmento dominado pela Microsoft.

Chrome vs IE

O uso empresarial do Chrome deverá a superar o do Internet Explorer até ao final do corrente ano. Em 2016, a ferramenta da Google será dominante nas empresas, de acordo com a Gartner, com cerca de dois terços dos utilizadores a usá-lo como browser principal.

A previsão contrasta com as suposições de longa data de que, mesmo com os consumidores a trocarem o IE por alternativas como o Safari da Apple, o Chrome ou o Firefox, da Mozilla, o browser da Microsoft permaneceria numa fortaleza inexpugnável: onde as regras do Windows e aplicações de negócio, baseadas na Internet, o exigiriam.

“As empresas tiveram de ficar com o IE8 porque a Microsoft suportou apenas uma versão do IE num sistema”, explica o analista da Gartner, Michael Silver. Este refere-se à confiança empresarial na edição mais antiga para navegação em intranets e execução de aplicações envelhecidas.

“Não conseguem obter o IE11, o que os obrigou a colocar outro browser moderno nas máquinas”. E esse tem sido, cada vez mais, o Chrome.

A Gartner estima que, até ao final do ano, aquele vai ser o browser predominante nas empresas, por alguns pontos percentuais. No próximo ano, o uso do Chrome nas empresas subirá de 43% para 65%, enquanto o IE deverá cair de 47% para 28%.

A Microsoft “precisa de um segundo browser (IE11), para aqueles clientes com necessidades de usar uma ferramenta moderna e outra legada no mesmo dispositivo”.

É uma mudança radical. Mas a Microsoft procura retomar impulso com o Edge, a ser lançado como browser normalizado do Windows 10. Repetidamente classificado como “browser moderno” pela empresa, pode funcionar em paralelo com o IE11 no mesmo dispositivo (pela primeira vez, num sistema da Microsoft).

Num trabalho recente, o analista e o seu colega David Smith consideram a nova aplicação como uma resposta da Microsoft para “o mercado a ser materializado hoje”. O fabricante “precisa de um segundo browser para aqueles clientes com necessidades de usarem uma ferramenta moderna e outra legada no mesmo dispositivo”, dizem.

Enquanto o Edge irá desempenhar o papel de ferramenta “moderna” ‒  a resposta da Microsoft à infiltração do Chrome nas empresas ‒, o IE11 será incluído no Windows 10 e funcionará para o universo “legado”.

O mais antigo permanecerá crítico, dado que, embora o Edge assuma o estatuto de ferramenta normalizada para o Windows 10, não há planos de portá-lo para o Windows 7. Mas esta é actualmente a versão mais popular do sistema operativo da Microsoft, representando 63% de todas as cópias do Windows “presentes” online, durante o mês de Maio.




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