Clientes exigem mais dados de sustentabilidade à AWS

Um grupo de 19 empresas pretende conhecer melhor os planos do fornecedor de cloud computing sobre o recurso a energias renováveis.

Andy Jassy vice-presidente da AWS- computerworld Suica (DR)

Andy Jassy, vice-presidente da AWS

 

Vários clientes da Amazon Web Services (AWS) enviaram-lhe uma carta, solicitando a divulgação de mais informações sobre as suas práticas de sustentabilidade. As 19 empresas, incluindo a Tumblr, a Change.org e o Huffington Post, pretendem depois transmitir os elementos aos seus utilizadores, clientes, funcionários e outras partes interessadas.

Não deixam de louvar o compromisso da Amazon com esforços para suportar toda a sua operação de cloud computing com energias renováveis. Mas, na missiva, pedem ao vice-presidente da empresa, Andy Jassy, para revelar mais dados sobre a actual pegada de carbono e energética da organização.

Querem saber também do progresso e da estratégia face às metas de utilização de energia renovável. E importa saber, antes de mais, como a Amazon define energia renovável e que fontes de energia deverá preferir no futuro.

A carta foi tornada pública pela primeira vez num artigo do Wall Street Journal na última quarta-feira, e surge depois de um relatório da Greenpeace criticar a Amazon por se recusar a revelar mais informações sobre as suas práticas de sustentabilidade.

A Amazon tem insistido que os estudos da Greenpeace são imprecisos e não se concentram o suficiente sobre os benefícios da cloud computing

Até agora, a empresa revelou que 25% da energia consumida pela sua infra-estrutura provém de fontes renováveis. Três das suas “regiões de computação” ‒  Oeste dos EUA, no Oregon, União Europeia, em Frankfurt, e AWS GovCloud ‒ estão  a funcionar numa plataforma “100% neutra [quanto à emissão de carbono]”.

A Amazon tem insistido que os estudos da Greenpeace são imprecisos e não se concentram o suficiente sobre os benefícios da cloud computing. No mês passado, um comunicado da empresa, emitido em resposta ao relatório, destacava os benefícios ambientais da cloud computing, mais notavelmente o aumento da utilização dos recursos dos servidores, em comparação com a utilização dos servidores nas instalações dos clientes.

O vice-presidente da AWS, James Hamilton, disse num blog pessoal, que o estudo da Greenpeace ignora de onde está a surgir a maioria dos gastos em TI. E que coloca muito ênfase em menos de 5% dos gastos totais.


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