Nokia quer construir centros de dados para operadoras móveis

A concorrência entre os fornecedores para ajudar as operadoras móveis a virtualizarem as suas redes está a aumentar.

AirFrame Server - Nokia

A Nokia quer ajudar as operadoras de rede móvel a lançarem novos serviços e a reduzir os seus custos com uma nova gama de servidores, “switches” e armazenamento que podem usar para virtualizar as suas redes.

As empresas já adoptaram a virtualização e as infra-estruturas de TI baseadas em cloud, e agora as operadoras de telecomunicações estão a querer fazer o mesmo. Entretanto, fornecedores de equipamentos como a Nokia oferecem cada vez mais às operadoras hardware e software para fornecerem telefonia, mensagens e banda larga móvel como serviços virtualizados.

As operadoras de telecomunicações instigaram o afastamento de equipamentos dedicados e proprietário para o hardware virtualizado. Um grupo que inclui a AT&T, Verizon, China Mobile, Orange e Deutsche Telekom propôs um conceito chamado NFV (Network Functions Virtualization), que está agora a ser desenvolvido pelo European Telecommunications Standards Institute (ETSI).

O objectivo do ETSI é ajudar as operadoras a terem redes mais ágeis e capazes de responder de forma dinâmica ao tráfego e serviços executados sobre as mesmas.

A Nokia espera chegar a esse mercado com a sua AirFrame Data Center Solution, agora lançada.

Algumas das maiores concorrentes da Nokia, incluindo a Ericsson e a Huawei Technologies, já estão a vender equipamento de centro de dados às operadoras de rede. Fornecedores de virtualização e de servidores corporativos como a Dell, Hewlett-Packard (com quem a Nokia está associada para a NFV), VMware e Red Hat esperam lucrar com a NFV para também venderem para o mercado de telecomunicações.

Em Abril, a Nokia anunciou planos para adquirir a rival Alcatel-Lucent, que já tem planos de NFV, tendo no ano passado anunciado uma colaboração com a Red Hat para virtualizar redes móveis. A Nokia também está a comprar a Eden Rock, especialista em redes auto-organizadas (“self-organizing networks” ou SON), que beneficiariam da execução em sistemas NFV, e partilha o objectivo de tornar as redes mais flexíveis.


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