Google reformula abordagem aos pagamentos (actualizada)

A plataforma Android Pay éum esforço da Google para recuperar impulso na área de pagamentos móveis. O Google Wallet passa a ser uma app de transferências entre indivíduos .

David Burke -chefe de engenharia na Google

A Google reformulou a sua abordagem aos pagamentos móveis com o Android Pay, plataforma que permitirá usar smartphones para fazer pagamentos em lojas e dentro de aplicações móveis. As mudanças são um esforço da empresa  para recuperar o impulso no segmento em que o Apple Pay está a vingar, quando outros rivais, como o LoopPay, da Samsung, estão a surgir.

A nova plataforma será incorporada na próxima versão do Android, actualmente conhecida como Android M, revelada na conferência I/O, da Google, a decorrer em São Francisco, entre 28 e 29 de Maio. A base de serviços vai funcionar com versões anteriores do sistema operativo, até ao KitKat, garantiu Dave Burke, vice-presidente de engenharia da empresa.

Muito parecida com o Apple Pay, a plataforma permitirá realizar pagamentos por tecnologia NFC. Também permitirá efectuar compras dentro de aplicações, disse Burke.

Como o Android M deverá normalizar um processo de incorporação de funcionalidades de reconhecimento de impressões digitais, os utilizadores serão capazes de confirmar compras utilizando a sua impressão digital.

A Google está a trabalhar com empresas de cartões de crédito, como a Discover, Visa, MasterCard e American Express, e operadores de telecomunicações, para suportarem pagamentos com o Android Pay.

Tal como no Apple Pay, as informações de cartão de débito ou crédito serão convertidas para um número de conta “virtual”.

Os utilizadores terão de configurar uma app com informações de cartão de débito ou crédito mas, tal como no Apple Pay, elas serão convertidas para um número de conta “virtual”. Assim, evita-se a transferência de detalhes dos cartões durante a transacção, para maior segurança.

A Google não revelou logo informação actualizada sobre a Google Wallet, a sua aplicação anterior para os pagamentos no interior de lojas. Mais tarde, explicou como os dois serviços vão coexistir: a carteira  vai tornar-se numa app para fazer pagamentos entre indivíduos, esclarece a porta-voz da empresa, Anaik Weid.

Com um cartão de crédito ou de débito vinculado à aplicação, serão capazes de transferir dinheiro para outros utilizadores da carteira digital. Mas os utilizadores deixarão de poder fazer pagamentos em lojas, conforme esta funcionalidade passar a ser suportada pelo Android Pay. E deverão ser convidados a actualizar a Wallet para obter a nova funcionalidade de pagamento “peer-to-peer” no final deste ano, quando as alterações entrarem em vigor.

O ano dos pagamentos móveis para a Visa

A Visa deu novas informações sobre a sua parceria com a Google para oferecer novas opções de pagamento às instituições financeiras e comerciantes em todo o mundo que trabalham com o ecossistema Android, através da plataforma Android Pay.

“As APIs do Android Pay serão usadas a partir das funcionalidades Host Card Emulation (HCE) já existentes da Google para criar um conjunto interessante de novas opções ‘contactless in-store’, assim como uma nova uma opção de pagamento ‘in-app« para os portadores de cartão Visa realizarem compras através do seu dispositivo Android”, avançou em comunicado.

O director executivo da unidade de mobilidade da Visa Europe, Jeremy Nicholds, afirma que “o anúncio de hoje é mais um exemplo demonstrativo da razão pela qual afirmamos que 2015 é o ano em que os pagamentos móveis se tornarão verdadeiramente uma realidade para os consumidores”. As novas opções vão beneficiar de tecnologias, como as do Visa payWave ou o novo serviço de “tokenização”.

*Actualizada com informação sobre a Google Wallet, no 6º, 7º e 8º parágrafo, e com comunicado da empresa

 




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