Falta de coordenação é entrave no desenvolvimento de “smart cities”

Um inquérito da Inteli a 120 empresas, com soluções para aquele tipo de projectos, revelou que 75% são PMEs.

Catarina Selada_directora da Inteli_r_altoA falta de coordenação entre departamentos, funções e gestão de infra-estruturas é uma das principais barreiras ao desenvolvimento de projectos de “smart cities”, revelou recentemente Catarina Selada, directora da Inteli.

O factor é identificado num inquérito a 120 empresas fornecedoras de soluções e colocado a par de outro, mais global: a ausência de normas tecnológicas capazes de suportarem a interoperacionalidade.

Numa segunda linha de entraves mais frequentes, surgem a falta de uma cultura de planeamento e gestão das cidades mas também a resistência à mudança e inovação por parte das autoridades. Contudo, a legislação e os quadros regulatórios também são factores de atraso, segundo os fornecedores inquiridos.

Cerca 75% das empresas abordadas são PMEs, mas o universo incluiu também multinacionais como a Indra e a Siemens. Perto de 28% já participaram em projectos de “smart cities” e igualam a proporção que exporta soluções para esse fim.

Assim, e ainda de acordo com os resultados do inquérito, 10% do volume de negócio realizado em projectos de “smart cities” é em contexto de exportação. A facturação total realizada em iniciativas de “smart cities” equivale a 8% do total registado no universo inquirido.

Cerca de 13% desse volume total é investido em investigação e desenvolvimento, segundo o inquérito. A maioria dos mercados de exportação estão situados na Europa e depois em África, segundo as empresas inquiridas. A América Latina surge na terceira posição.

Barreiras de mercado em smart cities

Quase 25% das entidades questionadas considera a governação como a área de maior aplicação das tecnologias. A mobilidade é o segundo tema com maior importância nesta perspectiva e, logo a seguir, os recursos energéticos, com a gestão dos edifícios a ser relegada para a quarta posição.

As principais vantagens para participar na plataforma Smart Cities Portugal, consideram as organizações questionadas, são o potencial das oportunidades de parcerias, a obtenção de informação sobre o perfil e necessidades das cidades e sobre os projectos nestas áreas.

Areas de maior aplicacao


Tags


Deixe um comentário

O seu email não será publicado