Lisboa recandidata-se a Lighthouse Project do Horizonte 2020

A cidade juntou-se a Londres e Milão num projecto que engloba o desenvolvimento de um centro de operações de infra-estrutura de energia, TIC e transportes.

smart cities - Horizon 2020 - CE

Depois de um projecto semelhante que apresentou em 2014 não ter sido aceite, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) faz nova candidatura a financiamento do Horizonte 2020, para uma iniciativa de “smart city”.

A proposta será apresentada na próxima semana, a 5 de Maio, para fundos disponíveis para os denominado “Lighthouse Projects“: são projectos desenvolvidos por duas ou três entidades, precursores, sendo um dos seus objectivos partilhar conhecimento e experiência com outras cidades “seguidoras”.

Nesta caso, a edilidade lisboeta associou-se a Londres e Milão para a candidatura a 25 milhões de euros em financiamento. O projecto é liderado por uma entidade londrina ‒ a Greater London Authority (GLA) ‒, a qual deverá arrecadar a maior fatia dos fundos.

Para Lisboa, o que se pretende desenvolver envolve a constituição de um centro integrado de operações de infra-estrutura de energia, mobilidade e TIC, revelou Jorge Máximo,  vereador da CML para a área dos Sistemas da Informação, num evento da ESPAP sobre a importância da banda larga nas cidades, realizado esta quarta-feira.

O pólo servirá para agregar dados sobre aquele tipo de redes do centro urbano e obter informações para uma gestão mais eficiente.

A directora da Inteli, Catarina Selada, prevê que ainda antes do Verão será possível saber se a candidatura foi aprovada. O papel da entidade foi o de “procurar em Bruxelas” uma iniciativa com a qual fosse possível fazer uma parceria com o projecto lisboeta, explicou em declarações ao Computerworld.

“Lisboa pode fazer a diferença por estar atrasada” nessa linha de evolução, disse Paulo Carvalho, ‎director municipal de economia e inovação.

Os londrinos consideraram os planos “interessantes em termos estratégicos”. A par de Milão, Lisboa será líder de projecto, num patamar abaixo de Londres. As cidades seguidoras serão Gdynia (Hungria), Szeged (Polónia) e La Valetta (Malta).

“Lisboa pode fazer a diferença por estar atrasada” nessa linha de evolução, disse Paulo Carvalho, ‎director municipal de economia e inovação. O responsável quis dizer que a equipa portuguesa poderá fazer correcções a sistemas anteriores.

“Criar um ambiente aberto e inovador baseado em TIC, no qual os agentes interessados podem submeter e aceder a dados, em torno de novos conceitos e técnicas, para optimizar serviços de energia ou mobilidade, entre outros, com uma estrutura de dados abertos”, é como se revela numa descrição básica do projecto global dos ingleses.

Catarina Selada não conseguiu confirmar se a EDP estará envolvida e Paulo Carvalho alertou, durante o evento, para a importância de Lisboa interligar os seus projectos de “smart cities”, por “não ter um feito de raiz”.




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