ARM desaparece do Windows mas cresce nos Chromebooks

Os novos portáteis Chromebook estão a dar à ARM um novo sopro de vida.

Asus chromebook - Mark Hachman_PCWorld

Chromebook Flip, da Asus

 

A Microsoft retirou esta semana o suporte aos processadores ARM dos seus tablets com o lançamento do Surface 3, mas a adopção da arquitectura dos chips nos Chromebooks está a aumentar.

Chromebooks de empresas pouco conhecidas – como a HiSense e a Haier – foram colocados à venda esta semana por 149 dólares, com um chip baseado nos ARM feitos pela Rockchip. Estes são os Chromebooks menos caros, que geralmente custam 200 dólares ou mais.

A Asus também anunciou o novo Chromebook Flip híbrido com ecrã de 10,1 polegadas, baseado nos ARM, que será lançado daqui a alguns meses a partir de 249 dólares. A Acer anunciou um Chromebase, um PC tudo-em-um de 21,5 polegadas com o Chrome OS e um processador baseado em ARM da Nvidia.

Os novos PCs têm fortalecido uma linha fraca de Chromebooks baseados em ARM. A maioria dos Chromebooks têm chips da Intel e são considerados melhores na execução das aplicações mais exigentes. Mas os Chromebooks baseados em ARM podem oferecer uma melhor vida útil da bateria do que os modelos baseados em Intel.

A Intel tem uma vantagem de desempenho nos Chromebooks, mas estes, baseados nos chips ARM, são melhores para navegação na Web e aplicações básicas, diz Patrick Moorhead, analista da Moor Insights and Strategy.

A ARM está a tentar ampliar o desempenho dos seus chips para PCs e servidores, tal como a Intel está a tentar reduzir o tamanho e consumo de energia dos seus chips para smartphones e tablets. Para a ARM, “dimensionar-se é um muito maior desafio do que para a Intel em reduzir”, disse Moorhead.

O mercado móvel continua a ser um pote de ouro para a ARM, que está a esforçar-se também para crescer nos PCs, diz Jim McGregor, analista principal da Tirias Research. O mercado de PCs está estável, mas a ARM pode incentivar Chromebooks mais baratos e mais finos, disse ele.

Os analistas também consideram que a ARM se vai concentrar em mercados importantes como a Internet das Coisas, onde as oportunidades são maiores.




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