Unit4 faz re-engenharia de produtos com nova plataforma

O fabricante mudou a marca dos seus produtos e apresenta a People Platform, concebida para alimentar às suas várias aplicações de negócio, com novos recursos.

Jose Duarte_CEO da Unit4 (DR)A Unit4 apresentou esta quinta-feira uma nova plataforma de software, People Platform, sobre a qual realizou uma reengenharia das suas aplicações de negócio. Estas passam a ter uma imagem mais ligada à empresa, designando-se pelo nome da mesma e funções às quais se destinam: por exemplo, o ERP Agresso passa a chamar-se Unit4 Business World, cuja versão Milestone 5 também foi lançada hoje.

O fabricante apresentou ainda a versão 13 do Coda, conjunto de aplicações agora designado por Unit4 Financials.

A People Platform é a evolução da arquitectura tecnológica para aplicações de negócio do fabricante, explicou o CEO da empresa José Duarte, em teleconferência. É apresentada com as funções de alimentar novos recursos às várias aplicações disponibilizadas pela organização. São, segundo o responsável, facilidades mais adequadas às ambições e desafios actuais das pessoas que trabalham nas organizações.

Constitui também uma forma de o fabricante revitalizar o seu enfoque no mercado das organizações de serviços, onde enfrenta muita concorrência. Constituem aquelas que empregam mais pessoas, elemento mal servido nas fórmulas de sucesso adoptadas para o negócio, considerou José Duarte.

Adoptando uma lógica de consolidação tecnológica, o fabricante procura tirar partido de um maior grau de fragmentação aplicacional no sector empresarial. De acordo com a forma como o fabricante vê o seu mercado, quatro forças estão a comandar a evolução do mesmo.

Os clientes pretendem reduzir o seu número de fornecedores de tecnologia, diz o fabricante, e procuram que esta sirva a especificidade do seu negócio, rapidamente e com valor. De outra perspectiva, são as abordagens às redes sociais, à mobilidade, analítica e Internet das Coisas que estão a produzir diferenciação.

As empresas querem igualmente poder mudar rapidamente o suporte tecnológico e a baixo custo. Assim, a People Plataform procura responder a estes desafios e necessidades em quatro patamares integrados: contextualização inteligente de informação, capacidades de negócio, experiências de utilização mais amigáveis, tudo assente numa “fundação elástica”. Do conjunto, destaca-se o primeiro.

José Duarte explicou que a People Platform acaba por servir de matriz para a co-inovação com os seus parceiros de negócio.

A contextualização inteligente está na base da estratégia da Unit4 para recriar as aplicações de negócio para as empresas dos sectores público e dos serviços, diz a empresa em comunicado. Usa informação proveniente de redes sociais, de plataformas de mobilidade, de tecnologia de analítica e aprendizagem de máquina para disponibilizar informação de negócio aprofundada.

Suportará também a alimentação automática de aplicações com dados, evitando tarefas manuais. A “fundação elástica” será o patamar de suporte às mudanças com agilidade, proporcionando concretamente alterações rápidas aos modelos de dados para corresponderem a requisitos de negócios.

Foi concebida para possibilitar adaptações sem intervenção do departamento de TI e a agregação de relatórios e fluxos de trabalhos em todas as aplicações. O conjunto de capacidades de negócio engloba soluções especificamente concebidas para funções e tarefas, além da flexibilidade para os processos de negócio.

Quanto à experiência de utilização, deverá proporcionar uma semelhante à utilização de tecnologia pessoal, com acesso facilitado à informação mais relevante e a partir de múltiplos tipos de dispositivo.

People Platform será alicerce de interoperacionalidade

José Duarte explicou que a People Platform acaba por servir de matriz para a co-inovação com os seus parceiros de negócio. Em 2014, o executivo colocou os parceiros no centro da actividade da empresa, mas com uma lógica de cooperação para inovar com tecnologia do fabricante.

As parcerias puras de integrador seriam as mais primitivas, disse. Assim a nova plataforma parece renovar o desafio ao constituir também uma fundação com quatro vectores de interoperacionalidade, em processo de expansão, para facilitar a inovação com os parceiros.

Questionado pelo Computerworld, o responsável admitiu que os integradores constituíam a maior parte dos parceiros do fabricante. Mas não perdeu a oportunidade para evocar o projecto de um parceiro OEM norueguês, para um banco, no qual foi usado o Business World para todo o “back-office” da instituição, com “grandes benefícios”. Além disso, afirmou que o número de parceiros com abordagens semelhantes está a crescer.

Novas versões mais automatizadas

O Unit4 Business World Milestone 5 adopta já os recursos da People Platform beneficiando de análises predictivas e a aprendizagem automática, para gerar alertas sobre áreas que requerem a atenção e a intervenção de gestores. A nova versão introduz vários pacotes orientados à experiência de utilização: orçamentação inteligente, comunidades, folhas de pagamentos e de salários automáticas, avaliações e requisições.

O Unit4 Financials disponibiliza um novo interface e uma nova experiência de utilizador adoptando inovações e conceitos inerentes à People Platform. “A nova tecnologia ‘Flexi-fields’ adiciona níveis de flexibilidade acrescidos, permitindo aos profissionais da área financeira conjugarem os dados de negócio com qualquer contextualização de informação que venha de dentro ou de fora do sistema, como por exemplo ‘pipeline’ de dados, informação sobre retenção de clientes” ou outros, destaca o comunicado.


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