Portugal prepara participação na EIT Health

Entidades portuguesas – empresariais, académicas e de saúde – ambicionam influenciar plano de actividade da comunidade de conhecimento e inovação para 2016.

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José Pereira Miguel quer estimular a participação de organizações portuguesas na EIT Health. Na conferência da APDSI sobre TIC da Saúde, realizada esta semana, apontou que Portugal é uma das seis regiões Innostar, definidas para participar na nova comunidade de conhecimento e inovação – ou Knowledge Innovation Community (KIC) – do European Institute of Innovation and Techonology (EIT).

“É necessário estar logo presente quando estas coisas nascem”, insiste o director do Instituto de Medicina Preventiva, da Universidade de Lisboa. Há muitas entidades envolvidas, perto de 140 à escala europeia e, durante 2015, estão a preparar-se os planos para 2016.

“Torna-se importante perceber como podemos influenciar esses planos. Muito depende da apresentação de parcerias à rede [KIC], capazes de funcionar com ela”, explica. Segundo Pereira Miguel, a KIC está dedicada à vida saudável e ao envelhecimento activo e tem como “motor” três sectores:

‒ projectos inovadores focados na resolução de necessidades das pessoas e empresas, através da criação de produtos e processos com potencial impacto na sociedade;

‒ desenvolvimento de instrumentos capazes de acelerar a colocação de produtos no mercado;

‒ actividades educativas para acompanhar a promoção da inovação e do empreendedorismo sobre a temática.

Portugal está a tentar participar nestes três domínios, disse. “A forma de fazermos isso neste momento é intervirmos nas reuniões que a própria rede está a fomentar, para discutir estes temas”, explica.

Assim, na Universidade de Lisboa e com os parceiros empresariais, foram estruturados grupos de trabalho, em seis áreas de projecto. “Têm a ver com aspectos de mobilidade das pessoas, de estilos de vida de doenças e problemas metabólicos relacionados com a temática, questões relacionadas com o cérebro e o seu envelhecimento saudável”, revela.

“Há uma gama muito grande de actividades que podem ser desenvolvidas e este ano é um ano no qual a rede está a preparar o seu plano de negócios e de actividades para 2016 e estamos apostados em ser pró-activos, influenciá-los e também acorremos às oportunidades que os centros mais desenvolvidos estão já a lançar.

Montar entidade legal

Além do plano para 2016, os trabalhos para este ano incluem montar entidades legais à escala europeia e local, de vinculação entre participantes. Na KIC, “temos de criar uma entidade que agregue os países e as regiões Innostar e, logo aí, é um grande desafio, definir que tipo de entidade vai ser constituída”, diz Pereira Miguel.

A agenda definida obriga a ter a entidade legal estabelecida até Outubro, porque no último trimestre a KIC terá de negociar com o EIT o orçamento para 2016, revela. O grupo de participantes “tem de apresentar um plano de trabalho credível e competir com os fundos do EIT para todas as KIC”, esclarece o docente.

Solicitação de interesses

Pereira Miguel foi eleito para ser delegado do Innostar junto da comissão de educação da comunidade. O responsável revela que o grupo de trabalho já solicitou “expressões de interesse” para desenvolver cursos e actividades de formação, no domínio académico, iniciativas de empreendedorismo e actividades educativas para gestores e dirigidas à população através da promoção da literacia digital.

Esses interesses ”vão ter de se articular com outros nós da rede e, provavelmente já no mês de Abril, vamos ter quatro reuniões internacionais nas quais quem está a interessado nos diversos tipos de programas convergirá”, revelou. A comunidade de conhecimento também tenciona organizar uma “escola de Verão” para fomentar o empreendedorismo e a inovação junto de jovens na área do eHealth e do envelhecimento activo.

A Innostar Portugal assenta em diversas entidades agrupadas em torno de dois pólos: Lisboa e Coimbra. O primeiro nasceu com um projecto de consórcio (Lisbon Living Plus) e o segundo baseia-se no [email protected] No total, estão envolvidas organizações como Instituto Pedro Nunes, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Câmara Municipal de Lisboa, Centro Hospitalar de Lisboa Norte e universidades de Coimbra, Évora e de Lisboa, Bial, Hovione Farmacêutica e PT Cloud.

A rede da comunidade de saúde do EIT tem sete nós, e Portugal faz parte do Innostar Regions, no qual estão agregadas seis zonas “menos desenvolvidas do ponto de vista que se pretende, mas com grande potencial de se tornarem áreas de grande inovação e empreendedorismo”, explica Pereira Miguel. O referido nó engloba participantes da Hungria, Polónia, Eslovénia, Croácia e País de Gales.



  1. Nova? Trata-se da Universidade de Lisboa (ULisboa)…

  2. Obrigado, no texto está correcto.

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