Programas troianos bancários diminuíram em 2014

Razão pode estar em mais prisões e pela intercepção antecipada de ameaças com filtragem de URLs ou uso de “explot kits” no browser.

troianos financeiros - Symantec

A era da fácil pilhagem por programas troianos financeiros online pode estar finalmente a terminar, sugere o estudo “The state of financial Trojans 2014“, da Symantec, que demonstra uma inesperada queda de 50% no número de computadores comprometidos pelas variantes mais comuns durante 2014.

O estudo da empresa olhou para os nove principais troianos que compõem a maioria dos ataques, atingindo 1.467 bancos e sistemas financeiros em 86 países, incluindo o Zbot, Dyranges (uma ameaça recente), Cridex, Snifula, Bebloh, Shylock, SpyEye, Mebroot, e Carberp.

Após um pico em Março de 2014, o volume de detecções diminuiu acentuadamente no resto do ano, com uma queda de 53% para onde estavam no final de 2012.

A maioria destes programas são pequenas ameaças actualmente, representando apenas algumas dezenas de milhares de infecções em todo o mundo – pelo menos tanto quanto a Symantec está preocupada (o número real poderá ser maior). A maior ameaça permanece o Zbot (que inclui Zeus, Citadel e Gameover), responsável por quatro milhões de infecções.

Alguns parecem ter quase desaparecido, particularmente o Cridex, que diminuiu 88%, e o SpyEye (87%). O Shylock, outrora imponente, já responde por menos de 9.000 infecções.

A questão é o que está por trás dessas quedas. A Symantec observa que parte da razão para isso acontecer pode ser explicada pela intercepção antecipada de ameaças usando a filtragem de URLs ou quando é feita por um “explot kit” no browser. Ou seja, não é que os troianos não andem aí, simplesmente eles não estão a atingir os PCs.

Outro factor provável inclui prisões – 2014 foi um ano recorde para a detenção noticiada de criminosos que usavam “exploit kits” e malware.




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