Fusões e aquisições na tecnologia cresceram em 2014

Actividade total aumentou 14% nos EUA, menos do que os 25% nos negócios transatlânticos.

M&A 2014 - Mooreland Partners

A Mooreland Partners, empresa de consultoria global focada nas fusões e aquisições (M&A) no sector tecnológico, revelou que no ano passado ocorreu um aumento de 14% no valor gasto nesta actividade nos EUA. Houve também um aumento de 25% nos negócios transatlânticos.

“Muitas empresas esperam ser compradas por gigantes da tecnologia como a Google e o Facebook, mas os compradores nem sempre vêm de onde investidores e empresários esperam, como nossos resultados para 2014 mostram”, disse Peter Globokar, director executivo da Mooreland Partners. “Existe um movimento para o aumento das M&A em tecnologia que está a ser transaccionado fora de fronteiras”.

O Mooreland Partners 2014 Technology M&A Report analisou as estatísticas de 4.186 operações globais de tecnologia e dados da Mooreland Partners, Capital IQ e do 451 Group. O número de transacções com um valor superior a 500 milhões de dólares cresceu 50% relativamente a 2013.

Google, Yahoo, Microsoft, Facebook e Twitter foram os compradores mais activos e adquiriram em conjunto um total de 76 empresas, das quais apenas 17 estavam na Europa. A Google duplicou o número total das suas aquisições, enquanto o Yahoo se ficou pela metade nas suas aquisições durante 2014.

Os números mostram que 450 empresas mudaram de mãos no ano passado, entre os EUA e a Europa. A actividade dos negócios transfronteiriços, com um alvo e um comprador em diferentes países, aumentou quase 25% ano-a-ano, com 300 empresas europeias adquiridas por compradores norte-americanos e 150 empresas dos EUA a serem adquiridas por compradores europeus.

Enquanto 85% dos alvos nos EUA foram adquiridos por compradores norte-americanos, 66% das empresas europeias foram adquiridas por compradores de outro país – mas apenas 17% por uma empresa de outro país europeu.

A Mooreland Partners prevê um aumento na actividade transatlântica em 2015, com as empresas norte-americanas a beneficiarem das mais fracas moedas europeias e das “pilhas de dinheiro” que se acumulam nas suas operações europeias, e também por as startups europeias estarem a mover os seus CEOs ou sedes para os EUA, para conseguirem “saídas de alto valor” (“high value exits”).




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