Reditus deterá propriedade de aplicações de SDN

A propriedade intelectual de software desenvolvido no quadro do protocolo estabelecido com a FCT e HP será da empresa portuguesa.

Paulo da Fonseca Pinto_professor da FCT
As aplicações desenvolvidas no âmbito do acordo de colaboração entre a Reditus, HP e Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, para a área de Software Defined Networks (SDN), serão propriedade da primeira empresa, revela o professor da instituição de ensino, Paulo da Fonseca Pinto. A faculdade está mais interessada em produzir conhecimento publicável na esfera científica, segundo explicou em declarações ao Computerworld.

Na perspectiva do docente, registar patentes sobre uma área em desenvolvimento como a das tecnologias de SDN também não faz muito sentido. Qualquer restrição por patenteamento será quase inevitavelmente e facilmente contornável, por evoluções paralelas, mas com propósito e graus de eficácia semelhantes, explicou.

Além da implantação de uma rede com recursos a SDN, há três mestrados a decorrer na FCT, associados ao protocolo, explicou Pedro Amaral, professor da instituição:

gestão dinâmica de tráfego: tem por objectivo a gestão dinâmica das necessidades de tráfego, prevendo uma rede inteligente capaz de dar automaticamente provimento às necessidades e uma lógica de optimização da largura de banda. Assume como desafios a garantia de capacidade de expansão e de dinamismo;

identificação e classificação de tráfego: parte da utilização de ferramentas de SDN para uma monitorização transparente da rede, com objectivos de classificar o tráfego para fazer previsões de procura e detectar anomalias. O desafio passa por minimizar o impacto no desempenho da rede, mas envolve também a construção de modelos com os dados produzidos;

controlo de acesso à rede: visa criar uma solução de controlo de acesso à rede sem recurso a equipamentos intermediários, capaz de funcionar através da aplicação de políticas directamente no nó de acesso. Ambiciona também detectar anomalias nos dispositivos de acesso após autenticação dos mesmos. Um dos desafios inerentes será a obtenção de modelos de detecção de anomalias.

Conferência em planeamento para início de Julho

As três entidades estão a procurar organizar uma conferência de investigadores provenientes da EMEA, prevista para o início de Julho de 2015, mas ainda não há confirmações definitivas. Constituirá a segunda edição do evento de cariz académico e deverá realizar-se nas instalações da FCT.




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