Investigador recebe 1,5 milhões de euros para electrónica em papel

Bolsas ERC a investigadores portugueses contemplam ainda tecnologias de ADN na investigação criminal e estudo das heranças coloniais.

Cenimat

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) atribuiu três novas bolsas a investigadores portugueses, sendo duas de consolidação (Consolidator Grants) e uma para investigadores jovens (Starting Grant).

Neste caso, Luís Pereira, professor auxiliar do Departamento de Ciência dos Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e membro do CENIMAT|i3N, vai receber 1,5 milhões de euros durante os próximos cinco anos para o projecto “New era of printed paper electronics based on advanced functional celulose – NewFun”.

O objectivo do projecto de investigação é “desenvolver novos nanocompósitos de celulose e óxidos para aplicação em dispositivos electrónicos”. Segundo o investigador, “um dos desafios em criar ‘electrónica’ em papel passa pelos materiais que são usados como semicondutores (normalmente orgânicos), que requerem passivação dos substratos antes da sua deposição e camadas de encapsulamento, o que dilui a vantagem de usar o papel como substrato”.

As duas Consolidator Grants, no valor total de quase quatro milhões de euros, foram atribuídas às investigadoras Margarida Calafate Ribeiro e Helena Machado, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

No primeiro caso, a investigadora coordena a equipa do projecto “Memoirs – Os Filhos dos Impérios e Pós-Memórias Europeias” que, segundo a instituição, “procurará oferecer uma visão radical, alternativa e inovadora da história europeia contemporânea, baseando-se nas heranças coloniais, que caracterizam as sociedades europeias”. O Memoirs será financiado em mais de 1,9 milhões de euros durante cinco anos.

Helena Machado vai liderar o “Exchange – Geneticistas forenses e a partilha transnacional de informação genética na União Europeia: relações entre ciência e controlo social, cidadania e democracia”, para “estudar o papel da genética forense e das tecnologias de ADN na investigação criminal no contexto de políticas de vigilância e segurança pública na União Europeia”. Também com a duração de cinco anos, será financiado em mais de 1,8 milhões de euros.




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