PT passa dados de negócio de mobilidade para a Covilhã

A empresa virtualizou mais de 80%, de um conjunto superior a 500 servidores, onde estavam alojados 610 terabytes de informação.

Centro de dados da PT na Covilha_Nuno Trindade

A PT migrou todos os dados referentes ao negócio de serviços comunicações móveis para o seu centro de dados na Covilhã, envolvendo consolidação de diferentes sistemas. O conjunto de informação, 610 terabytes, estava no datacenter do edifício Marconi (Lisboa) alojado em mais de 500 servidores.

O operador diz ter alcançado uma taxa de consolidação de espaço na ordem dos 66%, com a virtualização de mais de 80% dos servidores. Na iniciativa, coordenada pela direcção de engenharia e operações de cloud da PT, estiveram envolvidos cerca de 160 colaboradores da organização, além de recursos da EMC.

A operação “materializa uma estratégia de racionalização de recursos, diminuição de custos e garantia de poupanças energéticas significativas decorrentes da consolidação de sistemas e da libertação de espaço”, diz um comunicado.

O mesmo recorda que o negócio de mobilidade da PT engloba mais de 7,300 milhões de clientes e gera um tráfego diário de dezenas de milhares de carregamentos. Associado está também o suporte ao contacto directo com clientes em mais de 260 lojas em todo o país, envolvendo interacções no call center e milhares de chamadas por dia.

“Todos os serviços PT continuaram a funcionar sem qualquer disrupção, tendo ficado assegurada uma experiência de cliente o mais próxima possível da normalidade”, garante o operador.

No planeamento foram então definidos vários eventos de migração a desenvolver ao longo de seis meses

O processo obrigou a cerca de oito meses de planeamento, com uma primeira etapa de avaliação, durante a qual a empresa fez o levantamento de todos os sistemas e das aplicações neles integradas. Na definição da estratégia de migração as aplicações foram divididas em grupos.

“Foram então definidos vários eventos de migração a desenvolver ao longo de seis meses, com vista à total isenção de riscos para os clientes e a garantia do normal funcionamento da organização na gestão do negócio móvel” explica a PT. Além da referida direcção, várias equipas da empresa estivberam associadas ao projecto com aquelas das áreas de qualidade de serviço e operações. Segundo o operador, foram desenhadas e testadas medidas de contingência, alterando a escalada da migração aplicacional em função do maior ou menor impacto no cliente.

As repercussões no centro de contacto, nas lojas e da área de “selfcare”, foram os principais factores considerados.


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