Santander concorre com empresas de tecnologia na cloud

O excesso de capacidade do seu centro de dados em Inglaterra será vendido a clientes empresariais.

Santander Leicester - Mace

O Santander revelou planos para oferecer serviços em cloud a clientes corporativos, numa tentativa de competir com as grandes empresas de tecnologia que se estão a mover para o sector financeiro.

O banco espanhol terá investido mais de 300 milhões de euros na construção do seu centro de dados na cidade inglesa de Leicester, principalmente para armazenar os seus próprios dados, mas também para vender a capacidade adicional de armazenamento às pequenas empresas.

O objectivo é seguir o sucesso de empresas de tecnologia – da Box e Dropbox aos Amazon Web Services e Microsoft Azure – que procuraram tirar partido da procura de empresas para armazenar online dados de forma mais barata.

“Seja uma pequena empresa ou um cliente particular, onde se armazena a informação é algo em que se deve pensar”, disse a presidente do Santander, Ana Botín, em entrevista ao Financial Times.

“Uma das coisas que os bancos têm é a confiança e a resiliência e como, se sabe, com todo o ciberrisco isso é extremamente importante”.

O Santander não é o primeiro a fornecer armazenamento em nuvem aos clientes. O Barclays anunciou um serviço em 2013 que permite aos clientes da banca de retalho armazenar documentos financeiros online, embora os planos do Santander pareçam ir muito mais longe.

Segundo Botín, a estratégia é também destinada à ameaça crescente de empresas fora do sector financeiro tradicional que estão a fazer uso de novas tecnologias, como carteiras digitais e pagamentos móveis.




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