Smartphones modulares re-utilizados como clusters de computadores

Circular Devices está a pensar para lá do seu conceito de Puzzlephone modular.

Circular Devices
A promessa de smartphones modulares, como o Project Ara da Google, é que os compradores serão capazes de actualizar os componentes à vontade – e agora a empresa finlandesa Circular Devices surgiu com um uso para os módulos de computação descartados.

A Circular Devices está a trabalhar no seu próprio conceito de smartphone modular, o Puzzlephone, e espera satisfazer as encomendas antes do final do ano, apesar de ainda não ter lançado um protótipo.

A ideia do Puzzlephone é aumentar a longevidade dos smartphones e reduzir desperdícios no processo. Com a plataforma Puzzlecluster, a Circular Devices tem o objectivo de levar a redução de resíduos um passo adiante.

“Não faz sentido descartar um computador a funcionar perfeitamente, só porque se actualizou o smartphone. O Puzzlecluster irá prolongar a vida útil dos módulos Brain para lá de qualquer outro processador de smartphone”, disse Alejandro Santacreu, CEO da Circular Devices, no blogue da empresa.

O módulo Brain inclui o CPU, que ajudará o alimentar os clusters. O plano é também reutilizar módulos de baterias antigas para alimentação de reserva. Desenhos da arquitectura Puzzlecluster mostram um chassis com slots para os módulos reutilizados, que podem ser interligados entre si para criar o cluster. Apenas uma unidade pode também ser utilizada como computador de secretária.

A Circular Devices não forneceu detalhes sobre quando o Puzzlecluster estará pronto ou que software poderá ser usado para gerir o hardware. Mas, assumindo que a empresa será capaz de enviar os primeiros Puzzlephones ainda este ano, os primeiros módulos CPU devem estar disponíveis para re-utilização em 2017. Assim, a empresa tem muito tempo para transformar os seus desenhos num produto real.

O objectivo é ter um produto que seja escalável o suficiente para ser usado por utilizadores domésticos, pequenas e médias empresas, instituições públicas e centros de dados. As aplicações potenciais incluem renderização e analítica de dados, de acordo com a empresa. Se o custo for baixo o suficiente, amadores e estudantes vão poder usá-lo para saber mais sobre programação para computação paralela.


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