97,8% de 44% dos accionistas vendem PT Portugal à Altice

“Excelente notícia”, “melhor solução”, “decisão muito difícil”. As diferentes visões sobre o negócio agora concretizado.

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A quase totalidade dos 44% de accionistas com direito de voto em Assembleia Geral decidiu esta quinta-feira aprovar a venda pela Oi da totalidade do capital social da PT Portugal à Altice Portugal.

“97,81% dos votos presentes ou representados e emitidos em Assembleia Geral” decidiram nesse sentido, segundo um comunicado enviado à CMVM.

A Oi, lembrando o contrato celebrado com a Altice a 9 de Dezembro passado, refere que “a efetiva alienação das ações da PT Portugal ainda está sujeita à conclusão de atos de reorganização societária com o objetivo de delimitar os negócios que serão alienados e de segregar os investimentos da PT Portugal que não serão alienados, incluindo os investimentos detidos pela PT Portugal na Rio Forte Investments S.A. (os quais são objeto da permuta com a PT SGPS por ações da Oi, ainda sujeita à aprovação pela Comissão [brasileira] de Valores Mobiliários), bem como à obtenção das autorizações concorrenciais e regulatórias necessárias”.

Para a Altice, a aprovação da venda à entidade preferida é uma “excelente notícia“, enquanto o presidente do Conselho de Administração da PT SGPS, João Mello Franco, considerou ser “a melhor solução“.

Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, disse estar “triste” e incomodado” já que a venda “é sempre uma decisão muito difícil”, recordando que a empresa agora vendida “fazia parte de um projecto que agora está mais focado pelo Brasil”.

Nesse mesmo sentido, Rafael Mora, administrador da Ongoing, declarou existir “um compromisso do conselho de administração da Oi de que fazia este negócio [venda da PT Portugal à Altice] para apostar na consolidação do mercado brasileiro e a nossa obrigação, enquanto accionista da Oi, é obrigar que isso aconteça”, disse, afirmando igualmente ser “a melhor” solução, até porque “ninguém gasta 7.400 milhões de euros para deitar fora“, pelo que “é melhor ter um novo dono com capacidade de investir”.




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