Redes sociais geram stress?

redes sociais - Stephen Sauer - NetworkWorld

O Facebook e o Twitter, por si só, não explicam porque se está stressado, de acordo com um estudo hoje divulgado.
Os media sociais não explicam provavelmente porque se está stressado, de acordo com um estudo divulgado esta quinta-feira pelo Pew Research Center.

O estudo, baseado num inquérito a 1.801 adultos norte-americanos, mostra que as pessoas que não usam as redes sociais não se sentem, em geral, menos stressadas do que as pessoas que as usam. Na verdade, um certo nível de email, Twitter e partilha móvel de fotografias está ligado a menos stress, pelo menos entre os entrevistados do sexo feminino.

Keith Hampton, professor associado de comunicação na Rutgers University, considera que a relação entre media sociais e stress é, talvez, mais complicada do que algumas narrativas nos media supõem.

“Há uma grande especulação de que os utilizadores de media social sentem uma pressão extra para participar e manter-se nos media sociais, a fim de evitarem o ‘medo de perder’ actividades que os outros partilham”, disse ele em comunicado. “Mas acontece que os utilizadores de media social não sentem mais stress na vida quotidiana do que os não-utilizadores ou aqueles que apenas levemente utilizam as tecnologias digitais”.

Nalguns casos, no entanto, os media sociais estão condicionalmente ligados a níveis mais elevados de stress, principalmente devido ao que os investigadores chamam de efeitos do “custo de cuidar”. O Facebook em particular, e os media sociais em geral, tendem a tornar os utilizadores, especialmente as mulheres, mais conscientes de eventos stressantes que acontecem na vida dos seus amigos e familiares – esse aumento de consciência tende a ser mais debilitante.

As mulheres no Facebook foram 13% mais propensas a terem consciência de eventos stressantes que aconteceram na família próxima ou a amigos, quando comparado com as mulheres não utilizadoras do Facebook. Entre os homens, esse valor foi de 8%.

Além disso, as mulheres entrevistadas relataram sentir stress com base numa ampla gama de eventos relativamente aos homens. Quatro tipos diferentes de eventos foram detectados como antecipadores de stress entre as mulheres, em comparação com apenas dois para os homens.

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