Só 8% das empresas percebe dimensão das “TI sombra”

A falta de conhecimento sobre cloud computing nas organizações, será a principal causa.

Cloud_CSA

Só 8% das empresas conhece a amplitude da utilização de TIC usadas sem controlo do departamento de TI,  as chamadas “TI sombra”, de acordo com um novo estudo da Cloud Security Alliance (CSA), patrocinado pela Skyhigh Networks. O trabalho denominado “Cloud Adoption, Practices and Priorities Survey Report” é baseado em respostas de mais de 200 profissionais de TI e segurança em todo o mundo.

“A fraca sensibilidade sobre as ‘TI sombra’ não foi uma surpresa”, considera Jim Reavis, CEO da CSA. Além disso, quando esta faz a monitorização, descobre que as empresas subestimam a utilização de serviços em cloud computing segundo um factor de oito.

Quais são as razões para haver essa diferença? A falta de conhecimento sobre cloud computing nas organizações, tanto por parte da equipa de TI como pelos executivos mais séniores.

Um dos problemas tem a ver com a linguagem de base usada. A palavra “cloud” significa coisas diferentes para pessoas diferentes numa organização.

“Se eu tivesse um dólar por cada pessoa de TI que diz ‘não usamos cloud, mas adoramos a Salesforce'”, ironiza Reavis. Para os departamentos de TI, a palavra “cloud”, muitas vezes refere-se a um tipo específico de tecnologia de virtualização de servidores ou ao uso de um serviço de IaaS, como o AWS, da Amazon.

A maior parte dos problemas começa quando o departamento das TI não compreende o seu trabalho.

Mas para todos os outros, também são as ferramentas normalmente usadas como o Dropbox, o Google Docs e o LinkedIn. Outra razão para a diferença é a gestão de aquisições e os formalismos de adopção.

Os funcionários da empresa podem facilmente começar a usar serviços de cloud computing sem recorrer às TI. “A única maneira de se conseguir manter este aspecto debaixo de controlo é monitorizar as conexões de saída de tráfego, as quais não costumam ser monitorizadas, tanto como aquelas de entrada”, recomenda Reavis.

“E se alguém está a usar o seu próprio dispositivo cliente, como um smartphone por exemplo, é preciso falar com essas pessoas, e acompanhar os relatórios de despesas”. A maior parte dos problemas começa quando o departamento das TI não compreende o seu trabalho.

“Há pessoas nas organizações que são o seu próprio CIO e isso pode ser muito problemático”, assinala. Mas as empresas estão começando a entender a importância da segurança e do governo de TI quando se trata de cloud computing: 72% dos profissionais de TI entrevistados pretendem saber como as aplicações de cloud são usadas pelos seus empregados.




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