Plataformas da AWS e Google dominam disponibilidade

Os serviços públicos de ambas aproximaram-se bastante do patamar dos “cinco noves”, quanto ao tempo de actividade sem interrupções dos seus sistemas. A LunaCloud teve 80 quebras de serviço.

Cloudharmony

A AWS e Google Cloud Platform registaram estatísticas impressionantes sobre a fiabilidade dos seus serviços de IaaS públicos em 2014, com as duas ofertas a atingirem valores de disponibilidade próximos daqueles considerados o “Santo Graal” na matéria: 99,999% de disponibilidade, “os cinco noves”.

Em 2012, muitos observadores especialistas lamentavam que as plataformas de cloud computing tivessem sido atormentada por interrupções. No decorrer desse ano, uma falha derrubou o site da Reddit e muitos outros, na véspera de Natal, a Netflix sofreu um impacto imperdoável. Mas em 2014 a história parece ter sido diferente

O site da empresa de monitorização da Internet, a CloudHarmony, monitoriza a frequência com a qual mais de quatro dezenas de fornecedores de cloud computing têm tempos de inactividade ou indisponibilidade. A empresa tem um servidor de Internet em execução em cada uma das plataformas, preparados para detectar quando os serviço não estão disponíveis e registar tanto o número como a duração das interrupções.

O método não será perfeito, mas dá uma boa ideia sobre o desempenho dos fornecedores. E, no geral, diz que fornecedores estão a funcionar cada vez melhor.

A Amazon e a Google, em particular, tiveram bons registos. A Amazon Elastic Compute Cloud (EC2) registou 2,41 horas de tempo de inactividade, em 20 interrupções durante 2014. Esteve a funcionar em 99,9974% do tempo. Os números são impressionantes dada a escala da AWS, um sistema distribuído cinco vezes maior do que os seus concorrentes, estimou a Gartner no ano passado.

A plataforma da LunaCloud registou um grau de disponbilidade na ordem dos 99.8762%

Mas talvez ainda mais impressionante seja o tempo de actividade do serviço de armazenamento da Cloud Platform Google. Teve 14 minutos de tempo de inactividade durante 2014, de acordo com CloudHarmony.

“Os agentes mais estabelecidos no mercado estão a afinar os seus sistemas e a tornarem-se bastante estáveis”, diz Jason Read, CEO da CloudHarmony. A AWS tem vindo a fornecer serviços de cloud há tempo do que qualquer outro no mercado.

E a Google utiliza a sua infra-estrutura existente e por isso também tem um longo historial de gestão de um sistema distribuído.

Apesar disso, os fornecedores de cloud computing também tiveram os seus problemas, em 2014. Cerca de 10% dos servidores EC2 da AWS precisaram de ser reiniciados depois de uma vulnerabilidade dos sistemas Xen ter sido identificada no Outono passado.

A Rackspace teve uma grande quebra de serviço, também, e a Microsoft teve uma interrupção de actividade no serviço de armazenamento, durante Novembro. A LunaCloud, com infra-estruturas em Portugal, teve 80 quebras de serviço, o qual esteve indisponível durante 14, 93 horas. A sua plataforma registou um grau de disponbilidade na ordem dos 99.8762%.

Entretanto, ainda este mês,os clientes da Verizon terão de lidar com a indisponibilidade de serviços do operador durante até 48 horas, para uma operação de manutenção programada.

Ano difícil para a Azure

A interrupção verificada nos serviços da Microsoft acentuou um ano difícil para a plataforma Azure em termos de disponibilidade. Na esfera de computação, a plataforma teve 92 interrupções, com um total de duração de 39,77 horas.

A sua plataforma de armazenamento teve 141 paralisações, totalizando 10,97 horas. Em comparação, a plataforma de armazenamento da AWS teve 23 interrupções e 2,69 horas de tempo de inactividade.



  1. Não entendo o focos na Lunacloud, quando a Microsoft foi muito pior em quantidade de interrupções e em horas de indisponibilidade (80 interrupções – 92 interrupções: 14, 93 horas – 39,77 horas).
    Para mim grave é, sem sombra de dúvidas, a Microsoft. Com uma plataforma tão madura, tão distribuida apresentar uma semana de paragem. Na pratica a Microsoft esteve 1 de 52 semanas em baixo.

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