Apostar na Google é arriscado para as empresas?

Fabricante lança série de inovações que podem ser bastante atractivas para as organizações mas algumas delas não vingam.

Google buckyball

A Google ostenta um histórico invejável de lançamento de novos serviços. Muitas dessas novidades desencadeiam impactos sobre as pessoas e as empresas. Mas nem todas as novidade da empresa valem as apostas. Apesar dos inúmeros sucessos obtidos na sua história, a empresa colecciona fracassos importantes.

É claro que nenhuma empresa obtém sucesso a 100% nas suas empreitadas. No entanto, quando falha ou decide desistir num dos seus muitos projectos, é um movimento com uma repercussão a longo alcance – independentemente de se tratar de uma solução usada por muita gente ou de um produto com “baixa” adesão.

Apesar da sua ascensão e do nome que forjou já gerar confiança, ainda existem muitas coisas que a Google não pode, não consegue ou simplesmente não quer perseguir. Assim, algumas empresas que admiram o modelo de inovação construído ao longo dos anos assumem riscos na altura de adoptar conceitos não totalmente comprovados.

Gestores de TI e CIOs podem aprender lições valiosas com produtos como o Wave (ferramenta de colaboração), Buzz, Reader, Jaiku (serviço de microblogue) ou o Dodgeball (aplicação do tipo Foursquare). Mesmo a incursão no Glass, apesar de soar muito interessante e promissora, deve ser avaliada com bastante critério pelas organizações.

Falhar é inevitável
Quando uma empresa aposta num produto da Google, nada garante que não vá falhar – a Google é falível como qualquer outra empresa. A questão é que a empresa, de certa forma, assimila e aprende com os fracassos e, como adopta uma postura de inovação em série, pode dar-se ao luxo de cometer alguns erros. Esta premissa pode não ser verdadeira para outras organizações.

“A Google tem todos os recursos para projectos que visam a lua”, comenta Joanan Hernandez, fundador da startup de realidade aumentada Mollejuo. “É muito fácil deitarem fora dinheiro em experiências, mas esse não é o nosso caso”, diz o empreendedor, que se empolga com as novidades trazidas pela empresa mas adopta algumas cautelas quando tem de as usar na sua empresa.

O Glass é um exemplo. O projecto parece seguir a lógica de “beta” perpétuo após a mudança dos planos originais que previam o seu lançamento no último ano. Além dos contratempos do projecto, ainda não é claro qual o posicionamento que a empresa quer dar ao dispositivo, se é para o consumidor final ou para o corporativo ou para ambos.

Google glass

Microcosmos
Nick Selby, CEO da StreetCred Software, afirma que investiu “alguns milhares de dólares” para transformar o Glass numa solução orientada para a segurança pública até perceber que esses recursos não dariam retorno.

Ele lembra que se falou muito sobre a capacidade de usar o “wearable” para essa finalidade. O seu optimismo desapareceu quando percebeu que a tecnologia não estava totalmente pronta (e que possivelmente não estaria num curto espaço de tempo).

Selby, no entanto, insiste que a experiência não destrói a avaliação positiva que tem em relação a produtos da Google. “Eles possuem uma linha de inovação bastante elevada e ninguém consegue fazer o que fazem sem correr riscos”, diz, para concluir: “os inovadores falham, é a sua natureza. O Glass não funcionou para nós mas isso não significa que o conceito seja totalmente falhado”.

(IDG Now!)


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